Riscos do aumento do consumo de álcool e de outras drogas entre os jovens no Brasil

Enviada em 04/11/2023

A Constituição Federal de 1988, documento jurídico mais importante do país, prevê em seu artigo 6º, o direito à saúde e a segurança como inerente a todo cidadão brasileiro. Conquanto, tal prerrogativa não tem se reverberado com ênfase na prática quando se observa os riscos do aumento de consumo de álcool e de outras drogas entre os jovens no Brasil, dificultando, desse modo, a universalização desse direito social tão importante. Diante dessa perspectiva, faz-se imperiosa análise dos fatores que favorecem esse quadro.

Em uma primeira análise, deve-se ressaltar a ausência de medidas governamentais para combater esse problema. Nesse sentido, nota-se a negligência governamental e familiar. Por falta de fiscalização da distribuição dessas substâncias , e também de acompanhamento dos familiares na vida desses adolescentes. Essa conjuntura, segundo as ideias do filósofo contratualista John Locke, configura-se como uma violação do “contrato social”, já que o Estado não cumpre sua função de garantir que os cidadãos desfrutem de direitos indispensáveis, como a segurança e a saúde, o que infelizmente é evidente no país.

Outrossim, é possível observar que a falta de informação também potencializa esse revés. Para o escritor Peter Drucke, o saber e a informação são recursos estratégicos para o desenvolvimento de uma sociedade. Entretanto, parcela da população não possui conhecimento sobre os riscos de consumir essas drogas durante a adolescência , questão que abre espaço para o vício e outros malefícios que afetam o desenvolvimento do cérebro dos jovens. Logo desinformação social deve ser combatida.

Depreende-se, portanto, a necessidade de se combater esses obstáculos. Para isso é imprescindível que o Ministério da Saúde, por intermédio da mídia, desenvolva “posts” em suas redes sociais, propagandas televisionais e atividades interativas nas escolas. A fim de diminuir o uso de drogas entre os jovens. Assim, se consolidará uma sociedade mas saudável e inteligente, onde o Estado desempenha corretamente o seu “contrato social”, tal como afirma John Locke.