Riscos do aumento do consumo de álcool e de outras drogas entre os jovens no Brasil
Enviada em 02/11/2024
Em “O Auto da Barca do Inferno”, Gil Vicente, o pai do teatro português, tece uma crítica ao comportamento vicioso do século XVI. Fora da ficção, o Brasil do século XXI demonstra as mesmas conotações no que se refere à persistência do consumo de drogas por jovens. Diante dessa perspectiva, percebe-se a consolidação de um grave problema, em virtude da impunidade e da má influência midiática.
É indubitável, nesse contexto, que a questão da impunidade esteja entre as causas do problema. A máxima de Martin Luther King de que “a injustiça num lugar qualquer é uma ameaça à justiça em todo lugar” cabe perfeitamente, pois o consumo de drogas por jovens é encoberto por adultos e pelos próprios adolescentes, que não sofrem as consequências desses atos. Desse modo, tem-se como decorrência a persistência do consumo de drogas lícitas e ilícitas, que pode acarretar em problemas de saúde e até mesmo em dependência química.
Vale ressaltar, também, que a persistência do consumo de drogas por jovens no país evidencia a má influência midiática. Conforme Pierre Bourdieu, o que foi criado para ser instrumento de democracia não deve ser convertida em mecanismo de opressão. Nessa perspectiva, pode-se observar que a mídia, em vez promover debates que elevem o nível de informação dos jovens sobre o consumo de drogas, influencia na persistência do problema.
Portanto, para que a persistência do consumo de drogas por jovens deixe de fazer parte da realidade brasileira, medidas precisam ser tomadas. Para esse fim, é necessário que o Ministério da Justiça e o Ministério da Saúde, juntos, realizem ações de punição, fiscalização e de atendimento psicológico aos jovens. Enquanto este se daria em postos de saúde por meio de acompanhamento de um profissional especializado, aquele aconteceria por meio da aplicação de multas e punições, realizadas pela Polícia Federal, a adultos e aparelhos midiáticos, que incentivem o consumo de tais substâncias pelos jovens. Dessa forma, o Brasil poderá superar o consumo precoce de drogas