Riscos do aumento do consumo de álcool e de outras drogas entre os jovens no Brasil
Enviada em 29/04/2025
De acordo com o filósofo Platão, " A qualidade de vida é tão importante que supera a própria existência". Entretanto, ao observar o cenário brasileiro, percebe-se que o conceito do filósofo não é concretizado, visto que a qualidade de vida de uma imensa parcela da sociedade é prejudicada pelo consumo de álcool e das drogas. Essa problemática é grave, pois é resultante da falta de eficácia estatal, em conjuntura com a falta de conversas sobre o assunto nas famílias brasileiras.
Em primeira análise, é importante destacar que de acordo com a constituição brasileira, a saúde é um direito de todos os indivíduos e dever do Estado. Desse modo, segundo o sociólogo Zygmunt Bauman, é dever do Estado assegurar o bem-estar de seus cidadãos. Nesse sentido, é possível entender a ausência de políticas públicas que ajudam a conscientizar os jovens sobre os prejuízos que a ingestão de álcool e drogas podem causar à saúde, uma vez que, sem informações sobre os riscos, essas pessoas continuam consumindo cada vez mais, o que gera a não conclusão do pensamento de Platão.
Em segunda análise, vale ressaltar que a falta de debate sobre o consumo de narcóticos e bebidas alcoólicas nas famílias brasileiras é outro fator para a situação. Analogamente a isso, o sociólogo Émile Durkheim assegurava que é na infância que os indivíduos começam o processo de socialização, ou seja, aprendem os valores éticos e morais da sociedade. Sendo assim, a falta de diálogo faz com que os jovens cresçam sem ter o devido aconselhamento sobre os males causados pelo consumo de álcool e drogas.
Torna-se evidente, portanto, que é papel do governo federal por meio de parcerias com as emissoras difusoras de conteúdo, criar campanhas nos meios de comunicação, sobre os riscos que o consumo de álcool e drogas trazem aos cidadãos e a importância do diálogo sobre o assunto nos lares brasileiros, a fim de minimizar o consumo dessas substâncias e promover a concretização do direito constitucional à saúde. Ademais, deve, por meio de parcerias com estados, aumentar a fiscalização sobre os estabelecimentos comerciais, com a intenção de não só proibir a venda de bebidas álcoólicas a menores de 18 anos, mas também efetivar o pensamento de Platão.