Riscos do aumento do consumo de álcool e de outras drogas entre os jovens no Brasil

Enviada em 07/05/2025

Estudos neurológicos apontam que o cérebro humano só completa seu desenvolvimento por volta dos 25 anos. Nesse contexto, diversos fatores podem interferir no desenvolvimento pessoal dos indivíduos. Além disso, dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) revelam que parte da população jovem começa a consumir bebidas alcoólicas a partir dos 13 anos de idade. Diante disso, o consumo precoce de substâncias, sejam elas lícitas ou ilíticas, pode comprometer a saúde física e mental dos adolescentes, tanto em curto quanto em longo prazo, além de gerar impactos sociais e educacionais negativos.

Em princípio, segundo a Fiocruz (2019), 55% dos adolescentes entre 13 e 17 anos já experimentaram bebidas alcoólicas. Tal dado decorre da falta de fiscalização sobre a venda de bebidas alcoólicas e outras drogas lícitas, além do incentivo que algumas famílias oferecem ao disponibilizá-las aos jovens. Ademais, estudos da Universidade de Harvard apontam um aumento nos casos de câncer de pulmão, causado pelo uso de cigarros, bem como o crescimento de doenças hepáticas e problemas gastrointestinais, originários do consumo precoce e excessivo de álcool.

Outra preocupação constante refere-se aos impactos sociais e educacionais provocados pelo consumo precoce de álcool e outras drogas. Como um dos efeitos colaterais dessas substâncias é a dificuldade de concentração e o desenvolvimento da dependência, muitos adolescentes acabam tendo um baixo rendimento escolar. Considerando que uma parcela significativa dessa população faz uso de substâncias lícitas e ilícitas, o resultado é uma sociedade cada vez mais negligente, com jovens que enfrentam dificuldades para estudar e trabalhar, o que compromete seu futuro profissional e social.

Em síntese, para que os riscos do aumento do consumo de álcool e outras drogas entre os jovens sejam amenizados, é necessário que o governo federal, por meio do Ministério da Educação e do Ministério da Saúde, implemente ações de prevenção. Entre elas, destaca-se a criação de programas de educação preventiva nas escolas, com foco em saúde mental, autocuidado e cidadania, aliados a campanhas públicas de conscientização em mídias populares entre os jovens, como redes sociais. Desse modo, jovens serão mais conscientes e saudáveis.