Romantização de relacionamentos abusivos em séries e filmes populares
Enviada em 13/10/2024
No filme “É assim que acaba” retrata o relacionamento regido por agressões físicas vivido pela protagonista, que no entanto narra a história de violência sendo interpretada como situações não intencionais por parte do agressor. De forma análoga, apesar de casos como o do filme acontecerem na vida real a arte deve vir na contramão da romantização de relacionamentos abusivos. Nesse sentido, a popularização de tais obras mascaram e normalizam a problemática na sociedade.
Diante desse cenário, é notório que a arte está imitando a realidade, entretando perpetua a realidade quando romantiza ao invés de criticar tal problema social. Acerca disso, o filme “50 tons de cinza” , retratou um relacionamento regido por sadomadoquismo, que foi grande sucesso de bilheteria. Sob essa ótica, é possível perceber que mesmo relacionamentos dominados por agressões psicológicas, sendo mascarados por personagens bonitos ou ricos, acabam sendo aceitos pelo grande público, visto que se tornam histórias atrativas. Dessa forma, contribuem para a perpetuação da problemática. Logo, é preciso repensar na forma da arte representar tais relacionamentos.
Além disso, a romantização de relacionamentos abusivos normalizam o problema social. Conforme a psicóloga Janaína Campos, o cinema insiste em normalizar a toxicidade no relacionamento, e é possível elencar diversos filmes e séries que trazem essa temática romantizada. Nesse sentido, a normalização da temática se insere em primeiro plano no mundo da arte, na medida em que ocorrem os casos no mundo real. Com efeito, a normalização da temática cega diante daqueles que sofrem tais agressões. Dessa forma, enquanto a temática não for tratada de forma cética, a problemática irá se perpetuar na sociedade.
Infere-se, portanto, a necessidade de superar os desafios diante da romantização da arte de relacionamento abusivos. Para isso, o Estado, através do Ministério da Cultura, deve problematizar tal ação, através de campanhas educativas por meio do poder midiático, a fim de conscientizar o público sobre os sinais do relacionamento abusivo, bem como também, criticá-los. Tais atitutes visam despertar o senso crítico da população sobre essas Obras. Dessa forma, talvez assim, a problemática será minimizada.