Romantização de relacionamentos abusivos em séries e filmes populares

Enviada em 08/10/2024

As produções grandiosas e de alta rentabilidade em vários aspectos encontrados na indústria cinematográfica nos filmes de romance. Dessa maneira, a romantização de relacionamentos abusivos em séries e filmes vem se tornando uma problemática. Nesse prisma, destacam-se dois aspectos importantes: a negligência governamental e o reflexo dos filmes na realidade atual.

Em primeira análise, é notório ressaltar a negligência Estatal. Segundo o filósofo contratualista Jhon Locke, o Estado foi criado por um pacto social para assegurar os direitos fundamentais dos indivíduos e proporcionar relações harmônicas. Entretanto, o rompimento desse contrato social é evidente, visto que devido a baixa atuação das autoridades o cenário de agressão e relacionamentos abusivos na sociedade aumenta gradativamente e a romantização desse importante assunto é detratada em séries e filmes sem fiscalização por parte dos Órgãos Públicos.

Além disso, é fundamental apontar a triste realidade vivenciada pelas mulheres foda dos filmes de romance. No filme “É assim que acaba” da autora Coller Hoover, conta a história e Lily uma jovem que vivência um relacionamento dos sonhos depois acaba se tornando seu maior pesadelo. Fora da ficção essa realidade é presenciada por muitas mulheres que não tem seu valor respeitado de forma adequada pelos seus companheiros e acaba sofrendo pressões físicas e psicológicas, com o intermédio do mercado cinematográfico se aproveitar da fragilidade do sexo feminino e criar filmes nos quais os agressores são vistos como pessoas encantadoras com o intuito da obtenção do lucro.

Depreende-se, portanto, a necessidade de combater esses obstáculos. Por isso, é imprescindível o Ministério Público promover a fiscalização no âmbito da cinematografia para que não haja um encantamento sobre um relacionamento abusivo com o intuito de obter lucro encima desses filmes. Por intermédio do Ministério Das Mulheres, promover investimentos para que o público feminino vítima de violência não fiquem desamparadas e que tenham proteção, e através de campanhas possam promover a segurança para denunciar a situação presenciada. Assim, a romantização dos relacionamentos não será uma problemática.