Romantização de relacionamentos abusivos em séries e filmes populares

Enviada em 09/10/2024

Em 1516, o escritor Thomas More obteve grande êxito na literatura com a obra “Utopia”, na qual, o autor relata uma ilha imaginária, um lugar harmônico, perfeito, sem violência ou infortúnios. Contudo, fora desse contexto ficcional, a romantização das relações abusivas em séries e filmes é um mal que assola as sociedades atuais. Desse modo, fatores como a falta de consciência social, como também, a ineficiência do Estado, tem colaborado para essa condição.

Primeiramente, de acordo com o sociólogo Emile Durkhein, o povo é aquilo que lêr, ouve e assiste. Logo, assistir conteúdos que relatam relacionamentos abusivos, como sendo comuns, é algo prejudicial a sociedade, pois, as pessoas tendem a reproduzir em suas vidas aquilo que consomem nas telas, como afirma estudos da Sociedade Inglesa de Psicologia, o cérebro humano não consegui distinguir o real da ficção. Por isso, conscientizar as pessoas sobre esses estudos é uma forma de atenuar essa situação.

Em segundo plano, pela perspectiva do “Contrato Social”, escrito por Jonh Locke, o Estado deve garantir o bem-estar estar coletivo. Sendo assim, é de sua competência regulamentar e impor censuras as obras dramaturgas que relatam de forma “romântica” essas relações abusivas. Sendo assim, se os governantes não exercem seu papel, a população fica a mercê de ser moldadas por influências externas, e as artes são uma dessas formas de promover idéias entre a comunidade. Com isso, para efetivar o contrato proposto por Locke e garantir o bem comum, faz-se necessário que haja uma regulamentação na exibição desses conteúdos.

Por fim, para atenuar esse problema, é necessário que indivíduos e órgãos públicos cooperem. Para tanto, os governantes, com apoio da mídia, devem promover estudos de caso e palestras, sobre os males que a grande audiência de filmes e séries que romantizão relações abusivas trazem para a população. Para isso, dados sobre como essas dramaturgias exercem influência no pensamento coletivo devem ser expostos. Assim, as pessoas terão mais consciência sobre esse problema e passarão a assistir cada vez menos esses conteúdos. Dessa maneira, reprovar essas obras é uma maneira de banir esse comportamento da sociedade.