Romantização de relacionamentos abusivos em séries e filmes populares

Enviada em 31/12/2024

A influência midiática de filmes e séries pode macular as relações interpessoais. Isto vem se refletindo nos casos amorosos, pois muitos tem como inspirações personagens que se destacam, tanto pelo protagonismo, quanto pelo poder de influência. Nisso, importa-se observar a partir de que momento faz-se nescessário censurar cenas de relacionamentos abusivos.

Primeiramente, a filósofa Hannah Arendit traz em seu conceito “banalidade do mal” que o indivíduo comum aprende padrões malígnos e duvidosos sem refletir, apenas por serem orientados a fazê-los. Nesta tese é possível aduzir o quanto cenas cinematográficas que retratam relacionamentos abusivos pode induzir às práticas similares no convívio social. Além disso, espera-se maturidade de quem acompanha cenas de violência, afim que não replique o que é ilícito e imoral.

Ademais, faz-se nescessário o controle de acesso ao conteúdo a partir da faixa etária. Sendo assim, cinemas, locadoras de filmes, sites e programas de streaming precisam respeitar a legislação que preconiza a restrição do público de acordo com sua idade a certos ambientes e informações sensíveis, pois podem gerar conflitos emocionais e aprendizados equivocados.

Em suma, cada representação artistica precisa ser responsabilizado pelo seu conteúdo. Consoante a isso, faz nescessário as produções de filmes e séries apresentarem nos créditos de suas obras notas contra possíveis cenas de violência ou abusos de relacionamento, orientando às pessoas a não replicarem em seu convívio social e levarem informações que conscientize o público das consequências destes atos e comportamentos violentos.