Romantização de relacionamentos abusivos em séries e filmes populares
Enviada em 17/01/2025
É indubitável que, no Brasil e no mundo, em pleno século XXI, a romantização de relacionamentos abusivos na mídia causa sequelas para a população, sobretudo feminina. Logo, é por isso o problema acontece: ora pela normalização de comportamentos abusivos; ora pela não detecção desses padrões maléficos e divulgação de obras que possuam alto teor de abuso (que se dá a perpetuação do problema). Assim, analisar essas causas atuais é condição “sine qua non” para a resolução do problema na sociedade mundial e brasileira.
Em primeiro plano, é válido salientar que a Constituição de 1988 garante o direito à liberdade, cultura, diversão e, indiretamente, ao relacionamento saudável. Dessa forma, a Carta Magna garante - em síntese - o direito à diversão com o consumo da mídia. Entretanto, o que é para ser diversão pode se tornar um problema, devido ao fato de que padrões comportamentais abusivos são perpetuados por serem sutis. Ou seja, comportamentos como os de assédio, padrões comportamentais forçados, perseguição “stalker” e outros são bastante comuns em filmes e séries, pois constituem o clímax da história e vendem muito.
Ademais, séries como Crepúsculo normatizam padrões comportamentais abusivos e isso é um problema. Destarte, vale salientar que esses podem ser identificados desde cedo, na Escola que deve estimular o debate e gerando alunos e cidadãos com pensamento crítico, capazes de questionar padrões e o que é imposto pela mídia. Afinal, segundo Albert Einstein: “uma mente que se abre a uma nova ideia, jamais voltará a seu tamanho original” e com o pensamento crítico estimulado, jamais padrões difíceis de serem detectados serão ignorados.
Portanto, infere-se que no Brasil e no mundo, em pleno século XXI, a romantização de relacionamentos abusivos em séries e filmes populares ainda ocorre e isso é um problema. Dessa forma, visando saná-lo, urge que o Ministério da Cultura difunda campanhas publicitárias nas mídias, que conscientizem sobre os casos de abuso presentes nos filmes e séries, visando a não normalização de padrões abusivos. Cabe à Escola, também, em todo mundo, promover maior conscientização, mediante palestras e debates que informem a relevância da detecção e boicote a esses filmes e séries em questão, em pleno 2025.