Saúde mental e a importância da cultura do autocuidado

Enviada em 28/07/2020

Em “O Alto da Barca do Inferno”, Gil Vicente, o pai do teatro português tece críticas a sociedade do século XIX. Semelhante ao passado, essas críticas ainda se aplicam a contemporaneidade, visto que temas como a saúde mental são negligenciados pela população e autoridades. Isso se dá tanto pelo legado histórico como pela falta de informação, pois muitas pessoas sentem-se envergonhadas de buscar ajuda acerca do tema.

Em primeiro plano, vale salientar que o passado histórico exerce forte influência sobre o problema. Pouco se fala sobre o Holocausto Brasileiro, onde pessoas foram mortas, presas e mal tratadas apenas por serem consideradas como loucas. Esse fato só reforça como a “loucura” sempre foi marginalizada e vista com maus olhos, isso faz a população a se distanciar cada vez mais do tema, o que leva ao crescimento do problema, pois não há um debate efetivo sobre soluções eficazes que possam sanar a persistência dessa mazela enfrentada pela sociedade atual.

Além disso, as pessoas sentem medo, vergonha ou receio de procurar ajuda. No conto “O Alienista” de Machado de Assis ele retrata a história de um médico que era louco, mas por nunca ter procurado ajuda considerava todos ao seu redor enfermos, causando grande confusão sob seus pacientes. Dessa forma, nota-se como existe um tabu acerca de procurar auxílio para se curar a mente, entretanto, percebe-se também a importância da busca por especialistas da área pra manter a saúde mental em boas condições evitando problemas maiores no futuro.

Portanto, medidas precisam ser tomadas para minimizar o problema. Isso pode ser realizado por uma ação das Prefeituras de cada município, que consiste em disponibilizar para empresas e escolas um programa completo e gratuito sobre a saúde mental no dia a dia. Serão disponibilizados psicólogos, nutricionistas e educadores físicos para realizarem palestras e visitas mensais dando dicas de como manter a saúde mental por meio do autocuidado diário. Dessa forma, tanto será possível romper o tabu sob os cuidados mentais, como praticá-lo.