Saúde mental e a importância da cultura do autocuidado

Enviada em 30/07/2020

O filme norte-americano ‘’Coringa’’ trata-se sobre a vida de Arthur Fleck. Em meio a isso, Arthur sofre com um transtorno psiquiátrico e ao longo da narrativa, percebe-se a negligência do Poder Executivo com as pessoas doentes. Embora tal narrativa seja ficcional, os cuidados com a saúde mental tem sido um assunto debatido no Brasil, na medida que o autocuidado deve ser mais exercitado mesmo com empecilhos, como o preconceito.

É primordial destacar que muitos brasileiros sofrem com algum transtorno. Conforme a Organização Mundial da Saúde (OMS), o Brasil é o país mais ansioso do mundo, atingindo 9,3% da população, logo é possível notar que por vários motivos, como problemas familiares e financeiros, os cidadãos estão adoecendo. Nesse sentido, é necessário efetuar o autocuidado, visto que tratar somente a saúde física não é o suficiente, sendo fundamental também realizar afazeres que sejam relaxantes.

Outrossim, é notório que a disposição mental ainda é um ‘’tabu’’ na sociedade. De acordo com o filósofo Francis Bacon, o comportamento humano é contagioso, ou seja, as atitudes de uma pessoa podem refletir em outra de mesma maneira. Nesse contexto, urge que os impasses em relação a criação de estereótipos sejam solucionados, uma vez que todos entenderiam a importância do ato de cuidar de si e teria uma abertura maior para dialogar sobre e praticar.

Portanto, é mister que o Poder Estatal tome providências capazes de banalizar a cautela com a saúde. Nessa perspectiva, cabe ao Poder Público, em parceria com o Ministério da Educação, criar palestras socioeducativas em instituições de ensino em todo país, nas quais incluam-se a presença de profissionais da área da saúde para administrar o debate sobre o bem-estar mental, por meio de verbas governamentais, com o intuito de reforçar a importância do autocuidado. Dessarte, espera-se, com essa medida, que a saúde seja priorizada e que casos como de Arthur fiquem apenas na ficção.