Saúde mental e a importância da cultura do autocuidado

Enviada em 30/07/2020

A escola Epicurista de filosofia antiga pregava a busca moderada de prazeres e autoconhecimento como meio para atingir a ataraxia, estado de tranquilidade e libertação do medo. Nesse sentido, o mundo contemporâneo degrada a saúde mental das sociedades e esconde a importância da cultura do autocuidado. Destacam-se, como fatores fundamentais para tal prejuízo, as crises econômicas e a competitividade.

Em princípio, as grandes crises que assolam o capitalismo afetam a população de várias formas, entre elas a psicológica. Nesse passo, a Grande Depressão de 1929 e a crise imobiliária de 2008 marcaram períodos de muito desemprego e aumento nos índices de depressão. Concomitantemente, tal impacto social demarca a importância de uma sociedade difundir formas de cuidado emocional em virtude das instabilidades globais. Assim, a necessidade da saúde mental na contemporaneidade é global, e deve ser abordada em todas as searas humanas.

Por outro lado, a dinâmica do trabalho pós Segunda Revolução Industrial é um fator de grande notoriedade no que tange à estabilidade emocional. Acerca disso, a Escola de Frankfurt discorre a respeito da instrumentalização do trabalho, que torna o ser humano uma mercadoria e resulta na desumanização dele. Nesse contexto, a competitividade contemporânea no mercado de trabalho intensifica esse fenômeno, fato que torna a saúde mental menos valorizada nas relações sociais. Dessa forma, o trabalho e as relações humanas nesse meio precisam ser intermediadas de forma que os indivíduos não sejam prejudicados emocionalmente.

Portanto, é necessário que o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações, em parceria com a mídia, propagandeie vídeos de especialistas na psicologia que reportarão a importância do autocuidado por meio de curtas televisivos para que ocorra a conscientização da importância da saúde mental e a forma que deve ser feita. Assim, a ataraxia será atingida.