Saúde mental e a importância da cultura do autocuidado
Enviada em 29/07/2020
Consoante ao sociólogo Émile Durkheim, “solidariedade social está cada vez menor e, por isso, a taxa de suicídio está cada vez maior”. Nesse viés, com o processo de Globalização, a carga horária exaustiva de trabalho e a comunicação virtual nas redes sociais são fatores que contribuem para o individualismo e, consequentemente acarreta em uma cidadania com problemas mentais. Diante disso, deve-se analisar a falta de campanhas midiáticas regulares a respeito da cultura do autocuidado e a ausência de políticas governamentais em prevenção à saúde mental.
Primeiramente, a falta de campanhas midiáticas regulares a respeito da cultura do autocuidado é uma problemática. A partir do século XX, com a transformação da era digital no tecido social, as pessoas se tornaram dependentes das redes de comunicações virtuais, ou seja, o contato físico tem se tornado pouco comum. Ademais, em relação a pandemia de Coronavírus desde o final do ano de 2019, fortaleceu o isolamento social como medida de prevenção para a doença e também, contribuiu para o trabalho em casa “home office”. Em consequência desses novos hábitos, a cerca de 11 milhões de brasileiros têm depressão, de acordo com o site G1. Logo, é preciso que a Mídia promova debates periódicos sobre a importância do entretenimento e do convívio social para o bem estar.
Em segundo lugar, a ausência de políticas governamentais em prevenção à saúde mental também é um problema atual. Isso porque, a campanha publicitária que destina o mês de Setembro para alertar a população sobre o suicídio é pouco eficaz, visto que a cada 40 segundos uma pessoa comete o autoextermínio no mundo, com base em dados da Organização Mundial da Saúde. Nesse lógica, é imprescindível as ações de acolhimento aos cidadãos, a exemplo da construção de unidades de atendimentos psiquiatras e psicoterapeutas em áreas periféricas. Portanto, é preciso que o Governo, priorize também a elaboração de centros esportivos nas cidades, visto que o lazer é um direito de todos, segundo a Constituição de 1988.
Por fim, após os argumentos abordados, medidas são necessárias para reverter esse impasse. Por isso, o Governo Federal deve disponibilizar verbas, por meio da arrecadação de impostos para priorizar o desenvolvimento de centros de ajuda gratuitos em áreas desfavorecidas economicamente, por exemplo, da disponibilização de atendimento ao profissional da saúde mental e as oficinas de entretenimento social. Essa ação pode ter melhor resultado com a participação da Mídia, no sentido de promover campanhas que incentivam os indivíduos a praticarem o autocuidado, ou seja, determinar um horário do dia para fazer caminhadas, visitar os amigos e realizar um serviço que eleva a autoestima, a fim de solucionar ou diminuir os casos de suicídio e de outras doenças mentais no país.