Saúde mental e a importância da cultura do autocuidado
Enviada em 29/07/2020
Quando se trabalha a mente, o corpo responde. Em meio a uma rotina corrida, muitas das vezes se vive no automático e com isso é comum negligenciar certas áreas da vida, mas até que ponto esse descaso consigo não prejudica a saúde mental, e qual a linha tênue entre o autocuidado e a romantização da vaidade excessiva padronizada.
Na antiguidade grega, a deusa Afrodite era considerada a personificação do ideal de beleza, e foi muito referenciada na época. Já nos dias atuais, pode-se relacionar o endeusamento da beleza de Afrodite, com os das celebridades na era digital, levando a uma comparação irreal, e por consequência uma frustração, distorção de imagem, baixa auto estima, ansiedade e depressão.
Além disso, o uso exacerbado das redes sociais colabora para o sentimento de desapontamento e insatisfação, principalmente em período de isolamento social, tais sentimentos ocasionados por uma visão de produtividade tóxica, instigada pelo home office, lives, engajamento midiático, e uma alta competitividade intrínseca. Por consequência a falta de tempo livre da automatização das redes sociais, e falta de tempo de qualidade dedicado a si, demonstra a notoriedade da priorização da saúde mental.
Portanto, é de suma importância a manutenção da saúde mental através de momentos de autocuidado, a fim de evitar um esgotamento físico e mental. Para isso, é necessário que o Governo Federal trabalhe em conjunto com as Secretarias de Saúde de cada Estado, a fim de implementar medidas educacionais e informativas, por meio de redes midiáticas, alertando sobre a necessidade da preservação mental, eliminação dos padrões tanto de beleza, quanto de vida, visando momentos satisfatório para o resguardo da saúde mental, que acarreta em uma melhora na qualidade emocional e física da população.