Saúde mental e a importância da cultura do autocuidado

Enviada em 09/09/2020

A partir  da Primeira Revolução Industrial de 1760, surge pela primeira vez na história o trabalho assalariado e a inclusão da mulher no mercado de trabalho, junto de extensas jornadas de trabalho. Nesse sentido, nos dias de hoje, com a intensificação do capitalismo, percebe-se que há um aumento considerável de problemas relacionados à saúde mental, decorrentes do estresse excessivo e da dinamização do mundo e relações sociais. Com isso, faz-se necessário o debate sobre a autopreservação e os impactos da mudança das relações humanas.

A priori, com um mercado tão exigente, demanda-se cada vez mais por mão de obra especializada e pessoas para trabalhar afinco. Desse modo, com jornadas estressantes de trabalho e a necessidade de estudo, muitos deixam de praticar atividades físicas. Uma prova disso é a pesquisa promovida pela Organização Mundial da Saúde, onde cerca de 47% dos adultos brasileiros são sedentários. Desse modo, com a falta de atividades físicas, há um desequilíbrio na produção de hormônios dos prazeres, como provado pela Escola de Saúde Pública de Harvard, que descobriu que 15 minutos de caminhada ao dia reduzem os riscos de depressão em 26%.

Vale também abordar que, com a mudança das relações sociais, problemas de cunho psicológicos vieram a tona. Nesse viés, inserido em um mundo dinâmico e superficial, se tem cada vez mais um distanciamento dos sentimentos. Assim, o conceito de “Modernidade Líquida’’ desenvolvido por Zygmunt Bauman se torna verdadeiro, onde descreve a modernidade como líquida e cheio de incertezas,medos e fragilidade nas relações humanas.

Desse modo, é imprescindível que haja a cultura do autocuidado e da saúde mental. Portanto cade ao Ministério da Educação promover, por meio de verbas públicas, à inclusão de aulas sobre saúde mental nos cursos de medicina para que as doenças e distúrbios da atualidade sejam tratados. Pois só assim, no futuro, alcançar-se-á uma modernidade menos caótica.