Saúde mental e a importância da cultura do autocuidado

Enviada em 27/10/2020

“A pior parte de ter uma doença mental é que os indivíduos esperam que você se comporte como se não a tivesse.” A frase do filme “Coringa”, revela que as doenças mentais e o autocuidado exigem uma atenção e cuidado especial, na qual o personagem principal pena com o descaso do Governo com as questões estruturais como oportunidades de emprego e, sobretudo, segurança pública, assim, ele recorre aos sintomas psiquiátricos. Ora, uma atmosfera de negligenciamento e, por tabela, omissão que apadrinha a coletividade.

Essa mazela deriva, em especial, da pífia ação do Poder Público nessa temática. De acordo com a Constituição Federal de 1988 que garante a todos os indivíduos o bem-estar físico, mental e social, em contrapartida, o Estado não efetiva tal princípio, uma vez que o aumento das desigualdades sociais e, por extensão, do desemprego são fatores que corroboram para a agrura da saúde mental e autocuidado, pois a sociedade preza pela produtividade e rendimento, o que não é fornecido pelos gestores públicos, com isso o olhar coletivo acaba esquecendo do cuidado de se próprio e sacrificando sua saúde. Logo, mostra-se um Governo ineficiente nessas conjunturas.

Por sua vez, outro vetor é o papel passivo das escolas nessa área. Na ótica do escritor Séneca, “O que pensas de ti próprio é muito mais importante do que os outros pensam de ti”. Sob esse viés, no ambiente educacional ocorre na maioria das vezes mazelas de cunho preconceituoso como o bullying, as fofocas e, sobretudo, agressões a outros indivíduos, empecilhos esses que afetam o bem-estar do olhar coletivo atingido e dificultam o autocuidado,gerando transtornos como ansiedade e, por tabela, em casos mais graves os suicídios. Nesse sentido, é fulcral que o âmbito escolar reformule sua atuação, com o fito de haver melhorias.

Infere-se, portanto, que nessa problemática o Estado deve abdicar da ação de inércia, por meio de palestras e documentários que visam reformular conceitos equivocados acerca dessa assertiva, a fim de barrar o percusso de todo o caos. Ademais, a escola deve criar mecanismos capazes de fomentar a consciência dos alunos nessa esfera, por intermédio de debates entre alunos e professores e, por extensão, a punição de quem ferir a saúde mental de outro indivíduo, com o intuito de diminuir a pressão psicológica e proporcionar o verdadeiro autocuidado. Desse modo, para que a citação do filme Coringa não seja uma realidade brasileira.