Saúde mental e a importância da cultura do autocuidado
Enviada em 29/07/2020
A minissérie olhos que condenam, exibido pela Netflix, aborda uma história real onde 5 garotos são presos inocentemente, tornando-se suspeitos por serem pretos, sendo estes sofredores de ininterruptos maus tratos no presídio. Analogamente, sabe-se que no Brasil e no mundo, a população carcerária é na grande maioria constituída de negros que como os outros - não igualmente - são tratados com descuido pelo sistema prisional. Dessa forma, a superlotação das prisões é um fator que atinge saúde física e psicológicas das pessoas.
A priori, as penitenciárias que estão com uma demanda exarcebada de presos, tornam-se cada vez mais uma causa para a má saúde dos detentos. Nesse contexto, o grande número de pessoas aprisionadas, dificulta o acesso a limpeza das celas, a superlotação das enfermarias, além da distribuição insuficiente de material fornecido pelo sistema. Diante disso, com a contaminação de algum detento com alguma doença transmissível, será mais fácil para que a maioria seja infectado, ocasionando dificuldades para os médicos do local. Assim, nota-se que a Declaração Universal dos Direitos Humanos está sendo ignorada pelos “líderes” de sistema carcerário, dificultando o acesso dos direitos de todo cidadão.
Concomitantemente, os comportamentos e injustiças que ocorrem dentro dos presídios, causa uma confusão psicológica, comportamental em alguns detentos. Visto isso, muitos dos presos injustiçados sofrem de transtorno psicológicos por não aceitarem estar preso, por desacreditarem neles, principalmente os negros que são julgados apenas pela sua cor de pele, como abordado na minissérie Olhos que condenam. Assim sendo, na cadeia, muitos se tornam violentos, mudam de personalidade pela convivência com outros detentos e para criarem estratégias de defesa. Contudo, ampliar a fiscalização poderá amenizar a quantidade de violência local.
Destarte, a visão preconceituosa da população sobre os detentos e a falta de condições dos profissionais de justiça, dificultam a situação social nos sistemas prisionais. Dessa forma, o Ministério da Justiça deve estabelecer uma maior fiscalização dos materiais de saúde fornecidos aos detentos. Ademais, os casos de julgamentos atrasados devem ser melhor avaliados e acelerados, além da reflexão e entendimento da população com os presos, não esquecendo que estes também são cidadãos.