Saúde mental e a importância da cultura do autocuidado

Enviada em 29/07/2020

A música “Gentileza”, da cantora brasileira Marisa Monte, expõe uma sociedade padronizada e monótona, onde as escrituras nas paredes, com versos de gentileza, são pintados de cinza. Não distante disso, observa-se que, na sociedade contemporânea, o autocuidado e a saúde mental são abdicados, desqualificando a felicidade dos indivíduos. Desse modo, faz-se imperioso destacar a educação escassa e a negligência governamental como os principais pilares da problemática.

A priori, nota-se a falta de consciência populacional em relação à importância do autocuidado. Nesse prisma, as consequências ocasionadas pelo desleixo com a saúde mental pode acarretar uma série de doenças psicológicas como a ansiedade e depressão. Nessa ótica, segundo o filósofo Imannuel Kant, “O ser humano é aquilo que a educação faz dele”. Com isso, fica perceptível a necessidade de cuidados educacionais em prol do bem estar social.

A posteriori, vale destacar a ausência de consultórios psiquiátricos no ambiente escolar e profissional. Nesse viés, conforme o filósofo Aristóteles, a ética é fundamental para alcançar a plena alegria, uma vida sem excessos ou faltas. Dessa forma, evidencia-se o valor das emoções e o correto manuseio dos pensamentos para atingir a felicidade.

Portanto, urge que o Ministério da Educação introduza nos sistemas de ensino públicos e privados, por meio de profissionais capacitados em ministrar palestras, o programa “Conversar faz bem”, com o fito de instruir crianças e jovens a expressar os sentimentos e a importância dos cuidados com a saúde mental. Somente assim, o bem estar social poderá ser valorizado.