Saúde mental e a importância da cultura do autocuidado
Enviada em 29/07/2020
Quando questionado sobre o que as pessoas deveriam buscar durante a vida, o poeta romano Juvenal, durante o século I, afirmou: “Um corpo são e uma mente sã”. Todavia, na realidade hodierna, é cada vez mais comum a contrariedade dessa afirmação, visto que no atual contexto social, o ser humano valoriza mais o trabalho do que sua própria saúde. Nesse sentido, é possível afirmar que a sociedade precisa reavaliar seus objetivos quanto a prioridades na vida para um aumento da longevidade populacional. Assim, é necessária a discussão sobre a supervalorização do ofício na sociedade e a ausência de conteúdos publicitários para orientar a população sobre o autocuidado.
Em primeiro plano, de acordo com o Instituto de Psicologia da Universidade Federal de Uberlândia o excesso de labor acarreta exaustão emocional, o que pode diminuir a expectativa de vida. Nessa ótica, é pertinente pontuar que a assistência terapêutica semanal, nas inúmeras empresas no Brasil, pode proporcionar aos funcionários maior possibilidade de autoconhecimento e uma nova perspectiva diante ao trabalho, que poderá ser exercido como forma desenvolvimento de capacidades e talentos dos indivíduos. Portanto, a sociologia da saúde, ou seja, a dedicação no entendimento dos anseios pessoais pode modificar o quadro de enaltecimento do serviço ao contrário da preservação da vida.
Em segundo lugar, é válido pontuar que a falta de maior conteúdo publicitário voltado a importância da valorização da autoestima gera campo passível de indiferença humana. De acordo com o site “tvmap”, onde é permitido consultar toda a programação de canais abertos brasileiros, não é disponível programa específico sobre os benefícios de cultivar cuidados para com o corpo e a mente do cidadão. Nessa ótica, é perceptível a falta de materiais voltados à ajuda ao próximo, o que contribui para a afirmação desta frase do pensador Carlos Hang: “De pouco ou nada adianta avançarmos em tecnologia e noutras áreas se a saúde mental do ser não estiver equilibrada para aproveitar toda a modernidade”.
Dessa forma, torna-se imprescindível a ação do Ministério do Trabalho em projetar leis para converter a terapia semanal nas empresas em funcionamento no Brasil em obrigação, de modo a motivar o trabalhador a se ausentar de seu serviço para aliviar a tensão psicológica. Isso garantirá um cidadão mais equilibrado emocionalmente e mais instruído em como conciliar as diferentes áreas de sua vida, o que promoverá um aumento em sua duração de vida. Além disso, o Estado, por meio de investimentos direcionados ao Ministério da Cultura, deve aumentar a demanda de materiais midiáticos sobre a importância do cuidado pessoal, desde a mostrar modelos de autocuidado, como formas seguras de atividades físicas e suas consequências, as quais podem contribuir para a autossatisfação do indivíduo. Isso proporcionará maior bem-estar social e uma vida longínqua aos praticantes.