Saúde mental e a importância da cultura do autocuidado
Enviada em 29/07/2020
O conceito de ‘‘Super-Homem’’ desenvolvido pelo filósofo Nietzsche definia o indivíduo que se encontra acima de suas vontades absolutas e as aceita, em um profundo grau de autoconhecimento. De tal maneira, o conhecimento próprio se estabelece como necessário ao ser humano. Entretanto, a negligência do Estado e a ausência de conscientização da sociedade a respeito dessa temática, corroboram para a precariedade da saúde mental da população.
Em primeiro plano, a ausência de informação sobre a importância do autocuidado é a principal catalisadora deste problema. Segundo o filósofo Platão, o conhecimento é obtido quando o indivíduo se liberta do mundo aparente, convertendo as experiências em ideias. Portanto, as informações acerca do bem estar social, não sendo disseminadas, perdem valor na sociedade, já que a população se torna incapacitada de adquirir o conhecimento, se limitando ao mundo aparente definido por Platão.
Ademais, a negligência do Estado no que tange à necessidade do autoconhecimento se mostra vigente. Por conseguinte, uma sociedade que já possui problemáticas acerca do sedentarismo, se torna mais suscetível a precariedade da saúde mental. De acordo com estudos da Organização Mundial da Saúde o mundo vive uma ‘’epidemia de sedentarismo’’, na qual 46% da população brasileira não pratica exercícios físicos, contribuindo assim para o agravamento da saúde mental da sociedade.
Infere-se, portanto, que a manutenção de atividades físicas é de suma importância para a saúde mental do indivíduo e um Estado negligente à prática do autoconhecimento intensifica a problemática. Isto posto, é fundamental a atuação do Ministério da Saúde, em consonância com o Ministério do Desenvolvimento Regional, por meio da elaboração de políticas públicas de incentivo às atividades físicas e conscientização sobre a saúde mental. Por conseguinte, tais políticas findam a evolução do bem estar social, de modo que os indivíduos possam ser mais próximos do que Nietzsche propunha com o conceito do ‘‘Super-Homem’’.