Saúde mental e a importância da cultura do autocuidado
Enviada em 29/07/2020
A série “Spin Out” mostra a trajetória de uma patinadora artística que sofre com transtorno de bipolaridade e estresse pós traumático, após uma lesão durante a prática do esporte. A trama exibe a recusa da Kat ao tomar os medicamentos pois eles são “maléficos” para o desempenho no gelo. Infelizmente, tal situação se reflete fora das telas visto que pessoas abrem mão da saúde mental em prol da carreira constantemente.
O cantor Kayne West, por exemplo, também sofre com transtorno bipolar e já declarou em sua conta pessoal do twitter que os medicamentos fazem com que sua criatividade reduza drasticamente, logo ele não os toma. Em decorrência disso, indivíduos que sofrem do mesmo transtorno ou similares tendem a repetirem suas ações, devido a influência do artista.
É nítido que a saúde mental é deixada de lado quando trata-se da carreira, que é a prioridade de muitos no mundo contemporâneo imediatista, visto que há a necessidade de inovação em um período muito curto de tempo, que como consequência trás a abdicação do autocuidado, segundo psicólogos.
Ademais, segundo a premissa dos Direitos humanos há a carga horária máxima de oito horas diárias de trabalho, onde as demais dezesseis horas são divididas entre lazer e descanso. Contudo, isto não ocorre devido à incidência de horas extras acrescidas à folha de pagamento do empregado que trabalha mais do que deveria.
Em virtude dos fatos mencionados, é imprescindível que medidas sejam tomadas visando mostrar a importância do autocuidado e a manutenção da saúde mental na modernidade, além de reduzir a substituição destas em prol do trabalho. Logo, uma parceria entre Ministério da Saúde, responsável pela manutenção da saúde pública, e o Ministério do Trabalho é necessária para que criem um projeto de lei entregue à câmara dos deputados que torne proibitivo um indivíduo acrescentar à carga horária mais de quatro horas extras por semana, sujeitando o patrão à uma multa de mil reais por permitir.