Saúde mental e a importância da cultura do autocuidado
Enviada em 31/07/2020
Durante o século VI a.C até o século III d.C houve uma mudança radical no pensamento filosófico ocidental, isto é, os pensadores dessa época se voltaram para questões mais existenciais, visando caminhos para a felicidade. No que tange a saúde mental e o autocuidado, ambas são questões antigas e que são abordadas no período helenístico, uma vez que o ser humano já tinhas seus medos,desejos e preocupações.Hoje, porém, todos os três aspectos mudaram com o capitalismo que exige menor tempo para o indivíduo se importar com as felicidades que não sejam as de cunho material, e, consequentemente, debilita a saúde física e mental do ser.
A maior preocupação do indivíduo nos tempos atuais é a construção de uma vida financeira que possibilite sua sobrevivência e lhe permita suprir seus desejos e necessidades materiais. Nesse viés, a psicanálise freudiana usa duas expressões: pulsão de vida e pulsão de morte, no qual o sujeito de forma consciente toma atitudes que parecem a princípio ir ao encontro da vida (pulsão de vida),tal como a busca pelo bem estar financeiro, porém, a saúde é negligenciada com uma má alimentação, falta de exercícios e vícios (pulsão de morte). Dessa forma, o ser humano caminha, por vezes, para o fim da sua existência, o que torna o capitalismo uma ideologia que induz o a destruição da raça humana.
Por consequência, o indivíduo é posto em situação de debilidade física e psíquica, e o desamparo pode ser letal. Nesse sentido, o filme “O Operário”, retrata bem a vida de um sujeito comum, nesse caso a vida de Reznik, um operário com severa insônia, corpo subnutrido, constantes alucinações e quadros de ansiedade. Por esse ângulo, no decorrer da trama se percebe que Reznik era um sujeito saudável, mas devido a certos traumas passa a viver uma vida miserável, não havendo quem o ajude a se recuperar, uma vez que é tido como louco. Dessa forma, tal como o protagonista muitos indivíduos se vem desamparados e a busca pelo saúde mental e o autocuidado não é tão simples.
Dado o exposto, é necessário uma atuação do Ministério da Saúde, por meio dos sindicatos, conselhos de trabalhadores e também instituições de ensino, promover um aparato de auxílio psiclógico e pedagógico que oriente os jovens e adultos nas suas questões internas e possibilite que se voltem para o autocuidado. Com isso, sessões gratuitas e semanais com psicólogos ou orientações com pedagogos, permitiram que esses profissionais identifiquem os problemas que prejudicam a vitalidade desses indivíduos, norteando-os no desenvolvimento de melhores hábitos de vida. Só assim, com a ajuda do próprio sistema, será possível achar caminhos para a felicidade no mundo moderno evitando a pulsão de morte.