Saúde mental e a importância da cultura do autocuidado
Enviada em 30/07/2020
Promulgada pela Organização das Nações Unidas em 1948, todo o cidadão possui direito à saúde e ao bem-estar social. Porém, é notório que uma parcela da população brasileira sofre com problemas relacionados à saúde mental e autoestima, o que pode comprometer a qualidade de vida quando há ausência de cuidados psicológicos. Nessa conjuntura, torna-se premente analisar dois pontos: os malefícios da baixo estima e dos transtornos psicológicos e a negligência das entidades públicas sobre esse aspecto.
Em primeira análise, é lícito postular que o mundo contemporâneo trouxe consigo a correria diária e o aumento do estresse nos lares brasileiros, o que pode afetar o autocuidado, a qualidade de vida e a saúde do indivíduo. Ademais, através da baixo estima pode surgir um extremo vazio íntimo e emotivo, tornando mais frequente a assiduidade dos transtornos mentais. Em vista disso, o atual padrão de vida pautado na busca incansável por uma melhor colocação no mercado de trabalho e promoção pessoal propicia à população um ideal nunca alcançável.
A posteriori, é indispensável destacar ainda, que o agravamento das mazelas psíquicas causa uma enorme disfunção da saúde pública. Isso decorre da facilidade com que agentes externos conseguem impactar a estabilidade fisiológica humana. Por conseguinte, transtornos de ansiedade, distúrbios de pânico e depressão fazem-se presentes em um extrato social significativo, como ilustra os dados da Organização Mundial da Saúde, que mostram que, somente no Brasil, aproximadamente 20 milhões sofrem com tais disfunções, exemplificando a desarticulação entre integridade do trabalhador e as atividades exercidas.
Em suma, a saúde e o autocuidado são dois parâmetros fundamentais que necessitam ser empregados na vida dos indivíduos brasileiros. O Ministério da Saúde, deve criar núcleos de atenção psicológica primária, fornecendo profissionais qualificados e estimulando um tratamento baseado na comunicação entre pacientes diagnosticado com quadro semelhantes, favorecendo a desconstrução da ideia de superficialidade de relações. Ademais, é necessário que os grandes postos de trabalho disponibilizem aos seus empregados espaços de eliminação do estresse cotidiano, o que poderia ser realizado com o estabelecimento de salas de descanso, locais especializados de descontração e com o uso de palestras de conscientização psicossocial, atenuando a gênese de novos problemas nos funcionários. Em síntese, materializando tais medidas, paulatinamente, a sociedade brasileira experimentará de um novo e saudável modo de vida, como também os direitos apregoados pela Organização das Nações Unidades serão devidamente cumpridos.