Saúde mental e a importância da cultura do autocuidado

Enviada em 26/01/2021

No livro “Pai rico pai pobre”, Robert Kiyosaki apresenta a parábola da corrida dos ratos, a qual faz uma comparação do estilo de vida focado totalmente no trabalho e no consumo da grande massa populacional hodierna com ratos correndo atrás de um queijo em uma esteira rolante. Nesse contexto, não há tempo para investir na saúde mental e na cultura do autocuidado devido, principalmente, a ignorância da sociedade e a ausência de acompanhamentos e tratamentos.

Nesse panorama, no livro “O milagre da manhã”, o autor vende a ideia de que deve-se diariamente cultivar hábitos de autocuidado como leitura, escrita, atividade física, afirmações e meditações. Nesse quadro, muitas vezes é devido a desinformação ou falta de interesse da massa em relação a esse tipo de conteúdo que a faz não se previnir contra transtornos de ordem psíquica, problemas de autoestima e maus hábitos. Isso, porque quando o indivíduo ou não tem acessso ou não busca bons conteúdos, dificilmente terá consciência da sua importância e, consequentemente, não praticará tais indicações. Então, deve-se, primeiramente, consumir não só entretenimento, mas também temas relacionados ao autocuidado e a saúde física e mental.

Ademais, a ausência de tratamento perante dificuldades socioemocinais e mentais por si só já é a ausência da cultura do autocuidado, o que compromete a saúde mental. No caso de jovens e adolescentes, a Organização Mundial da Saúde já informou que a maioria dos transtornos mentais que os afetam não é diagnosticada e raramente tratada. Nesse contexto, a ausência de, por exemplo, psicólogos ou psicopedagogos na maioria das unidades escolares do Brasil certamente contribui para o desamparo daqueles que necessitam desse serviço especial. Logo, a não procura de ajuda, seja por indisponibilidade, ignorância, orgulho ou qualquer outro fator compromete o bem-estar de qualquer um.

Portanto, para uma sociedade sair da vã corrida dos ratos, deve-se investir no consumo de bons conteúdos e no acompanhamento profissional daqueles que o necessitam. Nesse sentido, convém ao poder público investir na disseminação da educação de ponta e na capacitação e disponibilização de mais psicopedagogos e psicólogos nas escolas públicas. Isso, de modo a fazer aportes financeiros do capital arrecadado com impostos e lucros governamentais na área da educação. Dessa forma, investindo na base da sociedade (a educação) a população como um todo terá mais saúde mental e hábitos de autocuidado. Assim, pôr-se-á em prática o próverbio bíblico: “Lembre sempre daquilo que aprendeu. A sua educação é a sua vida; guarde-a bem.”