Saúde mental e a importância da cultura do autocuidado

Enviada em 31/07/2020

Segundo a Organização Mundial da Saúde, a população atual é a mais ansiosa e depressiva de toda a história da humanidade. Para a ativista Annie Leonard, o crescimento desses problemas está diretamente ligado ao sistema econômico e social que a população está inserida. Diante desse contexto, é importante destacar o impacto  do capitalismo e da alienação nas condições de saúde mental e psicossociais da população.

Nesse contexto, cabe ressaltar que o modelo capitalista exige demais dos indivíduos e, com isso, traz diversos impactos no autocuidado e nas relações afetivas. Como exemplificação, o mercado de trabalho atual está cada vez mais disputado, pois para conseguir um bom emprego, você dever ter diversas habilidades técnicas, como comunicação, formação acadêmica, um ótimo currículo, entre outras qualidades. A consequência disso, é que os indíviduos deixam de socializar, se divertir, cuidar de si e vivem se aprimorando para o mercado. Isso fica evidenciado, conforme os dados da revista Veja, que afirma que a principal causa de depressão nos jovens é a incerteza de um futuro e o medo de não conseguir instabilidade financeira, mesmo com os esforços contínuos.

Somado a isso, a indústria cultural pressiona diariamente a comunidade a criar uma expectativa de  vida utópica, com comerciais de famílias perfeitas, produtos milagrosos e alimentos deliciosos. O intuito  disso, é reforçar o consumismo e estimular as pessoas a comprar e, consequentemente, ter que trabalhar mais para pagar. Dessa forma, cria-se um ciclo vicioso que destrói o psicológico dos indivíduos. Essa influência está presente em todas as idades e preocupa especialistas. Conforme a Sociedade Brasileira de Pediatria afirma, tal cultura do consumo está vinculada ao aumento da obesidade e ansiedade infantil. Ainda na temática, segundo o Médico Draúzio Varela, ter saúde mental é estar preparado, por meio da educação, para lidar com toda essa alienação das mídias sociais, filtrá-las e conseguir ter qualidade de vida.

Torna-se evidente, portanto, que o capitalismo e a falta de educação para o consumo na sociedade traz diversos impactos na saúde mental da população. Por isso, é interessante que o Ministério da Educação, órgão do Governo responsável pela manutenção dos direitos educacionais na sociedade, crie programas, desde os primeiros anos de escola, que estimulem a capacidade critica dos indivíduos e os ensine a lidar com o modelo econômico vigente, utilizando de ferramentas como, apoio psicopedagógico, debates e palestras sobre o consumismo, práticas de autocuidado, saúde mental e educação física - a fim de educar a comunidade e diminuir os índices de problemas psicológicos.