Saúde mental e a importância da cultura do autocuidado

Enviada em 31/07/2020

O filme produzido pelo diretor de cinema americano Todd Phillips “Coringa”, exibe uma cena onde o personagem Arthur Fleek escreve no espelho do banheiro dos bastidores de um programa de TV “Faça uma cara feliz”, antes de apresentar a sessão. Nesse sentido, notam-se entraves pessoais advindos do protagonista análogos a realidade do Brasil. Dessa forma, a seleção óptica transmitida para o público de ser sempre feliz e a negligência dos dilemas psicológicos, corroboram como desafios da saúde mental e importância do autocuidado no século XXI.

Diante desse viés, as redes socias são aspectos relevantes que influenciam os indivíduos a uma vida artificial e não saudável, visto que essas ferramentas digitais são usadas de formas errôneas pelos usuários, mostrando conteúdos que divergentes ocasiões não é a realidade. À vista disso, a Indústria Cultural, dirigida pelos sociólogos germânicos Adorno e Horkheimer, objetiva-se na massificação das informações. Por conseguinte à isso, essa oficina homogeneíza os gostos em massa da população e propagandeia informações seletoras para causar efeito sobre cada pessoa. Dessarte, os fatos aludidos afetam o sistema neurológico, debilitando o emocional e consequentemente, ocasionando uma baixa autoestima e uma desmotivação nos indivíduos de fazerem o que gostam e de serem eles próprios.       Ademais, muitos sujeitos colocam como prioridades o trabalho, os exercícios físicos, o ensino acadêmico, dentre outras coisas e esquecem de cuidarem da própria saúde mental. Nesse mesmo encargo temático, essa indiligência do emocional faz com que os sentimentos sejam oprimidos e não cuidados com o diálogo ou outro meio de tratamento medicinal. Esse descuido da população brasileira coadjuva com doenças como ansiedade, depressão e inúmeros outras doenças e transtornos. Segundo os dados difundidos pela Organização Mundial da Saúde “O Brasil é o país com a maior taxa de pessoas com transtornos de ansiedade com 9,3% e o quinto em casos de depressão com 5,8%”. Diante disso, a nitidez do parecer estar tudo bem não ficou só nas telas do cinema com o Coringa, já que muitos indivíduos do Brasil ainda sofrem com a mesma problemática.

Torna-se evidente, portanto, que medidas são necessárias para sanar o impasse. É de cunho governamental em consonância com a mídia desconstruir todo tipo de estereótipo, para que a ideia de mostrar ou aparecer nos meios comunicativos sempre feliz seja desmitificada, com objetivo de deixar as pessoas ser quem elas são e assim, solucionar um dos coeficientes da saúde mental. Além disso, para a resolução do outro coeficiente, o Governo Federal do Brasil deve criar também uma clínica de ajuda “Comece por Você” para que as pessoas que sofrem com esses distúrbios e doenças tenham amparo, com a finalidade de erradicar esse paradigma hodierno.