Saúde mental e a importância da cultura do autocuidado

Enviada em 31/07/2020

Ao longo do processo de formação da sociedade, o modelo capitalista se consolidou-se em diversas comunidades. No começo do século XVIII, os operários foram conduzidos, de certa forma, a produzirem cada vez mais. O filme ‘‘Tempos Modernos’’ de Charlie Chaplin retrata como o personagem enlouqueceu após repetir vários movimentos e ações por hora. Embora a produtividade aumentou no decorrer dos anos, nota-se, na contemporaneidade, vários indivíduos com a saúde mental afetada,  em virtude do excesso de esforço na carreira, e a negligência com o autocuidado e a prática de atividades físicas.

Em primeira análise, é evidente o tabu e o estigma quando se trata de transtornos mentais, já que a maioria dos indivíduos não procuram ajuda profissional, por não saber que os sintomas que tem é um problema e também por vergonha de demonstrar certa fraqueza. Nessa perspectiva, de acordo com uma pesquisa da Organização Mundial da Saúde, entre 4 pessoas, 1 tende à alguma doença mental. Sob essa ótica, constata-se que é de suma importância o ato de autocuidado.

Além disso, é visto na sociedade a desinformação que parcela da população tem a respeito dos enúmeros benefícios das atividades físicas. De acordo com a Terceira Lei de Newton, toda ação gera uma reação de mesma intensidade que vai de encontro à ação praticada, ou seja, sem o cuidado eficaz da saúde física, a saúde mental também sofrerá consequências. Dessa forma, observa-se que a execução de exercício físico contribui muito para diminuir os transtornos mentais.

Portanto, para melhorar a saúde mental dos indivíduos, como medida ampla, cabe ao Ministério da Saúde divulgar nos principais meios de comunicação, como as grandes mídias sociais, a importância e os benefícios que o autocuidado e as atividades físicas promovem. Ademais, como ação específica, as Secretarias de Saúde devem implementar profissionais da área, como psicólogos e psiquiatras, em postinhos públicos, em