Saúde mental e a importância da cultura do autocuidado
Enviada em 31/07/2020
“Ordem e progresso”. Esse é o lema da bandeira brasileira positivista, que crê num país em constante avanço, no entanto, a realidade diverge da idealizada, visto que há desafios para garantir a relevância do autocuidado, algo primordial para uma melhor saúde mental. Dessarte, são necessários caminhos para o combate dessa adversidade, tendo em vista que a má estruturação dos hospitais públicos e os preceitos desses procedimentos contribuem para a menor importância de se autocuidar, e sua falta pode desencadear problemas mentais, como depressão e baixa estima na população brasileira. Primordialmente, em 1988, a Assembléia Nacional Constituinte ,no governo de José Sarney, promulgou a Constituição Federal Cidadã, tendo como garantia fundamental diversos direitos, entres eles, o princípio à saúde. Entretanto, o próprio Poder Estatal fere a legislação, já que há poucas consultas de psicólogos e educadores físicos em órgãos públicos não conseguem suprir a demanda da população. Por consequência, uma parcela populacional não recebe o tratamento ideal para se autocuidadar e conhecer seu corpo, como a aprendizagem de controle de ansiedade e de exercícios. Dessa forma, as Esferas Governamentais ao negligenciar uma estrutura com uma maior capacidade de atendimento, reduzem a relevância do autocuidado, o que pode resultar numa saúde mental abalada numa parte majoritária que não obteve a assistência necessária em território nacional.
Outrossim, Paulo Junio, baixista da banda “Sexta Raça”, diz que: ”há tantas possibilidades, mas algumas pessoas seguem padrões e estereótipos construídos em cima de conceitos muito limitantes”. Nesse sentido, essa citação pode ser relacionada com a realidade brasileira, isso porque há preceitos no autocuidado, que idealizam esses procedimentos como algo fútil e desnecessário. Por conseguinte, esse autotratamento acaba sendo ignorado e ocorre o aparecimento de problemas psicológicos, devido a eliminação de alguns prazeres, como a prática de exercícios e os cuidados estéticos. Dessa maneira, a rotulação desse assunto inibe a importância de se autocuidar, o que acarreta a incidência de patologias psíquicas na conjuntura brasileira hodierna.
Em suma, são necessários caminhos para o combate desses impasses. Para tanto, urge que o Ministério da Saúde disponibilize uma quantidade maior de consultas de psicólogos, psiquiatras e educadores físicos, por meio da contratação de profissionais das áreas carente, para que toda a população possa adquirir a melhor capacidade de se tratar. Concomitantemente, os veículos midiáticos devem promover campanhas sobre o autocuidado, utilizando-se de posts nas redes sociais, como o Facebook e o Instagram, com o intuito de eliminar os preceitos existentes. Dessa forma, o Brasil poderá ampliar a importância de se autocuidar ,além de melhorar a saúde mental da sociedade.