Saúde mental e a importância da cultura do autocuidado
Enviada em 01/08/2020
“Conhece-te a ti mesmo”. Com esse pensamento, Sócrates ilustra a necessidade básica do ser humano para a realização do autoconhecimento, o que engloba a própria percepção física e mental do indivíduo. Nessa conjuntura, a falta de identidade pessoal é um fator preponderante para a ocorrência de prejuízos na qualidade de vida da população, uma vez que podem causar problemas de caráter psicológico e social. Logo, fica evidente que cuidados devem ser tomados para a manutenção da sua integridade.
Mormente, tem-se a importância da incorporação da atividade física na rotina pessoal, para, assim, promover uma vida menos sedentária. Sob essa ótica, a Organização Mundial da Saúde publicou um estudo que alerta sobre os riscos de negligenciar exercícios corporais, podendo levar a casos de obesidade, diabetes e doenças cardiovasculares, os quais são, hodiernamente, as maiores causas de mortes no mundo. Dessa forma, o autocuidado, na forma da prática de exercícios físicos, torna-se essencial para aumentar a qualidade de vida e aumentar a longevidade do indivíduo.
Ademais, o filósofo francês Foucault conceitualiza, em sua obra “História da Loucura”, que indivíduos “normais” são aqueles que se enquadram nos padrões sociais vigentes, enquanto os indivíduos que não preenchem esses requisitos são relegados a uma condição de anormalidade. Adicionalmente, a celeridade e fugacidade das relações sociais atuais, conforme o conceito de “Modernidade Líquida”, de Zygmunt Bauman, criam uma lacuna psicológica nos indivíduos considerados “anormais”, a qual pode desenvolver, em muitas pessoas, desvios neuropsicológicos, como estresse, desmotivação, e, até mesmo, a depressão. Por conseguinte, o estabelecimento de uma autoimagem adequada é fulcral para a proteção das faculdades mentais.
Portanto, medidas são necessárias para estimular o autocuidado na sociedade. Destarte, o Governo Federal, sob a figura do Ministério da Saúde, deve construir centros especializados na promoção da qualidade de vida da população, tanto nos aspectos físicos quanto mentais, por meio de investimentos diretos, em parceria com os governos estaduais e municipais, com o intuito de reduzir a incidência das principais doenças psicológicas e corporais no país. Dessa maneira, praticam-se, coletivamente, hábitos mais saudáveis, os quais solidificam o autoconhecimento individual.