Saúde mental e a importância da cultura do autocuidado
Enviada em 01/08/2020
É notório que a saúde mental e a importância da cultura do autocuidado vem sido debatido frequentemente em tempos hodiernos, uma vez que a cultura do empoderamento e da autoaceitação está sendo representada por grandes nomes de influenciadores como a Kéfera Buchmann e a Julia Tolezano (Jout Jout). Evidentemente, essa representatividade é de suma importância social, já que os costumes da auto sabotagem como a baixa autoestima, a insegurança, o medo e a sobre carga das tarefas formais e informais afetam rigorosamente a saúde psíquica. Realidade essa, que leva ao questionamento a importância do cuidado da saúde mental para prevenção de ações decorridas da negação de se aceitar, como a depressão, a crise de pânico e de ansiedade e até mesmo o suicídio.
Em primeira análise, um fator fundamental para essa problemática são os hábitos da Indústria do Bem Estar, no qual exterioriza uma imagem de felicidade momentânea. Destaca-se, portanto, a imagem de perfeição a teoria de “Indústria Cultural”, desenvolvida pelo sociólogos alemães Adorno e Horkheimer, em que o objetivo é o lucro e a manutenção de pensamentos dominantes. Além da mídia e do pensamento individual subsistem outras fontes de afetar o psicológico, como o convívio de pessoas tituladas tóxicas, e a repudiação de cuidados logo no início de sinais de insânia. Outrossim, é importante salientar, que nos dias vigentes as doenças mentais são denominadas de patologias do século XXI, posto que as pessoas tende a ignorar a real importância do cuidado mental.
Dessarte, a essa banalização, o indivíduo enquadra-se na hipótese do filósofo Bauman, a teoria da individualidade na “Modernidade Líquida”, no qual expõem que o indivíduo tem feito escolhas e agido por si mesmo, desconsiderando atributos como cooperação e solidariedade. Por conseguinte a isso, destaca-se a crise de pânico, a ansiedade, o medo, a insegurança e auto sabotagem, em consequência de oferecer ênfase a saúde física e ignorar a saúde psicológica, julgando ser menos relevante. Diante desse cenário, o site “Academia do Psicólogo”, faz uma homogenia de que o auto cuidado vai do check up anual até o cuidado diário como as medidas higiênicas. Logo, para prevenção das consequências do suicídio, de crises de ansiedade e do pânico, deve-se ao esclarecimento sobre a saúde mental e a desmistificação da necessidade de tratamentos psicológicos.
Torna-se evidente, portanto, que medidas são necessárias para o compreendimento e para a prevenção das consequências ocasionas pelo descuido psicológico. É de encargo governamental, criar um projeto de lei “Felicidade, só se for real”, para aplicar aos meios midiáticos, fazendo com que não compre sorriso para campanhas de todos os meios, a fim de transparecer o real ao receptor e mostrar que estar tudo bem se não for feliz a todo instante, uma vez que o indivíduo busque por ajuda.