Saúde mental e a importância da cultura do autocuidado

Enviada em 10/08/2020

Com o advento da Revolução Técnico-Científico-Informacional, o mundo passou a conhecer o conceito de globalização na prática, sofrendo então as consequências dessa modernização. Diante dessa narrativa, as pessoas começaram a obter dias corridos e rotinas extremamente cheias. Com isso, a saúde física e mental da população ficou colocada em segundo plano, fazendo com que o número de doenças relacionadas a esses descuidos elevassem. Diante disso, é imprescindível debater sobre a importância da cultura do autocuidado e as consequências quando essas ações não são efetivadas.            Em primeiro lugar, a pressão recorrente da sociedade contemporânea para ter uma carreira brilhante e uma renda alta prejudica a saúde dos cidadãos. Nesse contexto, no livro “Sociedade do Espetáculo”, do filósofo e sociólogo Guy Debor, é explicitada sua Teoria de que todas as pessoas vivem como se fosse uma performance, tentando sempre apresentar perfeição. A sua Teoria se comprova correta quando compara com a realidade dos indivíduos na modernidade, que buscam sempre corresponder a expectativa social de um acadêmico de sucesso, para isso vão além do que o corpo aguenta. Infelizmente, a carreira se transformou na maior preocupação da vida das pessoas, fazendo com que até os jovens sejam afetados por doenças relacionadas à profissão futura.

Ademais, a tentativa de rápida obtenção de suas metas dificulta sua conquista, por afetar o psicológico do corpo social. Nesse sentido, a frase proferida pelo filósofo Richard Rorty, " A falta de maleabilidade do homem está tornando-o um animal irracional e cruel", faz alusão ao comportamento da população que deixa de lado a necessidade do autocuidado. Consequentemente, ao não se cuidarem, deixam de prevenir doenças, tanto físicas como emocionais. Dessa forma, as chances de uma vida longeva diminuem e a busca por estabilidade financeira se torna em vão. Assim, é inevitável o cuidado diário da imagem para ter autoestima alta e com isso poder enfrentar os demais problemas existentes.

Diante dos argumentos apresentados, nota-se a necessidade de medidas que implementem a cultura do autocuidado na contemporaneidade. Portanto, o Ministério da Saúde deve ajudar a instruir a população sobre a importância da reserva do tempo para uma vida longa e feliz, por meio de um projeto de lei entregue à Câmara de Deputados. Posto isso, nele precisa constar a obrigatoriedade das pessoas começarem a fazer testes psicológicos aprovados pela OMS no SUS, para poderem ser liberados para trabalharem ou estudarem sem ser obrigatório o acompanhamento de um psicólogo ou psiquiatra. No entanto, caso não passar deverá frequentar um profissional particular ou público com uma regularidade imposta pelo especialista. Espera-se, com essas medidas, que um número maior de pessoas comecem a cuidar de sua saúde mental para diminuir a incidência de doenças psicológicas.