Saúde mental e a importância da cultura do autocuidado

Enviada em 11/08/2020

Os transtornos mentais são agravos altamente prevalentes na sociedade contemporânea. Isso porque a atual concepção de estilo de vida, que valoriza bens e conquistas materiais, atua em detrimento aos aspectos psíquicos de um indivíduo. Assim, urge discutir mecanismos promotores da saúde mental e a importância do autocuidado visando alterar esse cenário.

Ao longo do tempo todos podem ser afetados por algum tipo de problema de saúde mental, de maior ou menor gravidade. Nesse sentido, nota-se total despreparo da maioria das pessoas em se autoexaminar periodicamente e de identificar possíveis gatilhos que o desencadearia. Nesse contexto, a OMS alerta que o conhecimento dos males do século XXI, que são depressão, ansiedade e dependência de álcool, deve embasar programas que estimulem o indivíduo a buscar suas fortalezas e fraquezas psíquicas.

Ademais, é sabido que a realização do autocuidado é a prática mais eficaz na promoção da saúde mental. O problema, no entanto, é o bombardeio diário das mídias que estimulam uma busca desenfreada por referências de sucesso, como o corpo perfeito e a vida idealizada composta de bens materiais, e que servem de distrações na busca interior além de gerar níveis elevados de estresse e intenso sofrimento psíquico. Por isso, vê-se o autoconhecimento como ferramenta mais adequada na eleição do que é prioritário e da fuga dos engodos mentais.

Infere-se, portanto, que saúde mental e autocuidado são vertentes indissociáveis do amplo conceito de saúde. Assim, cabe ao Ministério da Saúde desenvolver um programa nacional de incentivo às suas promoções e convidar especialistas em saúde mental para direcionar como fazê-lo. Pode-se utilizar, por exemplo, as mídias sociais e meios de comunicações como ferramentas para instrumentalizar a população nas práticas de autoconhecimento e orientar a busca dos aspectos mais importantes da vida. Assim, certamente teremos uma sociedade mentalmente saudável e mais próspera.