Saúde mental e a importância da cultura do autocuidado
Enviada em 02/08/2020
No início do século XVIII, o ultrarromântico representado na segunda geração foi caracterizado pelo pessimismo extremo, conhecido como o mal do século. Na sociedade contemporânea brasileira, notam-se desafios relacionados ao autocuidado e a saúde mental por parte de um sistema globalizado que é caracterizado pelo excesso de trabalho, como, também, por parte da instabilidade política e das baixas perspectiva de desenvolvimento do país. Portanto, é notório que o excesso de trabalho e a instável perspectiva de crescimento resultam em uma constante preocupação da população, dessa forma, essa situação impossibilita as condições para o autocuidado, logo, favorece o surgimento de doenças mentais.
Em primeiro plano, é importante ressaltar que o mundo do trabalho se encontra sobre constantes transformações impulsionadas pela globalização, de forma que a exploração do trabalhador pelo capital se tornou um fenômeno comum na relação entre empregador e empregado. Nesse sentido, a procura pela realização profissional e econômica fazem os indivíduos se submeterem a uma rotina estressante e exaustiva, assim, favorece o abandono do autocuidado, por falta de tempo, e o surgimento de doenças mentais, segundo a Organização Mundial da Saúde, estima-se que 300 milhões de pessoas no mundo inteiro são afetadas por transtornos mentais. Desse modo, esses fatores potencializam o aparecimento de doenças mentais.
Em segundo plano, de acordo com a Constituição Federal, de 1988, prevê a todo cidadão o direito a habitação, educação e saúde. No entanto, a conjuntura política de desenvolvimento do Brasil é caracterizada como instável, de modo que as oportunidades de crescimento oferecidas a nação são mínimas, sendo que as oportunidades que existem são desproporcionais em relação à demanda, e corrobora, dessa maneira, com uma constante preocupação e aflição da população, por consequência, doenças mentais, conforme o site G1, 86% dos brasileiros sofrem com transtornos mentais. Dessarte, é necessário o cumprimento das normas para a efetivação dos direitos.
Infere-se, então, que o autocuidado é essencial para a saúde mental. Desse modo, é imperiosa a ação do governo Federal, em ação conjunta com os Ministérios, sobretudo, do Ministério do Trabalho, Educação e Saúde, que devem promover condições para o desenvolvimento estável do país, por meio de maiores oportunidades, de estudo e trabalho, além de incentivar a prática do autocuidado nos ambientes escolares, mediante o cuidado com o corpo a partir de exercícios físicos e higiene, bem como, no aumento de contratação de especialistas na área de saúde mental, de maneira a garantir à saúde mental de qualidade, por conseguinte, uma sociedade fortalecida.