Saúde mental e a importância da cultura do autocuidado
Enviada em 05/08/2020
O espírito competitivo sempre fez parte do cotidiano dos seres no mundo. Bem como com o advento da criação da internet, das redes sociais e a ampliação da globalização ocorreu uma intensificação dessa constante batalha por ser mais do que já é, em qualquer que seja o aspecto. Sendo assim, essa disputa exige tempo e dedicação, e para isso, o autocuidado acaba sendo negligenciado e a saúde mental abalada. Esse tema é bem relevante e a essa situação cabe uma análise.
Antes de tudo, vale ressaltar que a comparação gera uma dedicação enorme em se tratando de superar o outro ou a si, seja no âmbito profissional ou pessoal. Muitas vezes existe uma necessidade de fazer mais do que se pode para conseguir alcançar os objetivos. Assim como mostra o livro ”Sociedade do Espetáculo” do filósofo Guy Debord que explicita essa constante briga entre as pessoas que têm que ser melhor que os outros e que a si mesmas para sempre conseguir mais, independente do que isso cause, mesmo que seja uma implicação na sua saúde.
Consequentemente, hoje é notório os impactos da disputa na sociedade. Infelizmente, os números acerca das doenças relacionadas à saúde mental têm crescido. Segundo levantamento feito pela Universidade americana Harvard, no Brasil, mais de 10% da população era atingida pela depressão, em 2016. Além disso, as estimativas são de aumento desses dados com o decorrer dos anos. Isso só mostra a importância da abordagem desse contexto atualmente.
Portanto, é inegável os efeitos da constante disputa entre as pessoas na sociedade e medidas devem ser tomadas para resolver esse impasse. Cabe ao Ministério da Saúde estabelecer programas que demonstre a pertinência desses tópicos a todos. Isso poderá se dar por meio de campanhas em escolas e demais instituições de ensino cujo profissional da área da saúde mental esclarecerá esses conceitos e demonstrará a importância de cuidar dessa parte da saúde assim como da saúde física. Além de um acompanhamento dessas crianças e adolescentes por uma pessoa capacitada para um possível diagnóstico de patologias mentais. Dessa forma, poderá se difundir a importância da cultura do autocuidado e da saúde mental na sociedade brasileira.