Saúde mental e a importância da cultura do autocuidado
Enviada em 03/08/2020
Cuidar, indubitavelmente, é uma prova de amor; é um gesto de nobreza. Quando se faz menção a essa palavra, as pessoas normalmente a associam a terceiros, ou seja, quase sempre o termo cuidado leva os indivíduos a pensaram na família, nos amigos, no animal de estimação e em tantos outros assuntos que de fato exigem zelo e dedicação. Sendo assim, cuidar do próximo e dos próprios interesses é de grande importância, mas estender essa atitude a si mesmo é ainda mais significante. Entretanto, há um expressivo quantitativo de pessoas que se esquecem desse detalhe e isso está relacionado, dentre outros fatores, à excessiva carga de tarefas rotineiras e ao elevado índice de disfunções psíquicas que acometem à sociedade moderna.
Sobre o primeiro aspecto, a Organização Mundial de Saúde (OMS) promoveu um estudo que tinha como objetivo mensurar a frequência com a qual as pessoas buscam o serviço de saúde para a prevenção de doenças. Nessa investigação, foi constatado que uma das causas que dificultam a adesão desse hábito é justamente os compromissos cotidianos que inflam a rotina de muitos usuários. Dessa forma, as preocupações com trabalho, estudos, família e afins acabam se tornando um empecilho para muitas pessoas destinarem uma parcela do dia à realização de, no mínimo, uma bateria de exames básicos.
Além disso, a mesma entidade já informou diversas vezes sobre o desenvolvimento crescente de doenças psicológicas na população mundial. Esse é outro fator que também afeta sobremaneira o autocuidado, visto que, na maioria dos casos, indivíduos que sofrem de algum transtorno ou distúrbio mental possuem déficit de autoestima, algo que contribui para o desleixo e a falta de prazer em cuidar de si mesmo. Cabe acrescentar que esse problema é uma via de mão dupla, pois, além de ser característico de disfunções psíquicas, a ausência de cuidados pessoais é um agravante que pode ocasionar o aparecimento desses males.
Por conseguinte, é imprescindível criar medidas que sirvam para reforçar a necessidade do autocuidado. Posto isto, os estabelecimentos de saúde, públicos e privados, devem trabalhar, sempre que possível, na promoção de campanhas que estimulem os cidadãos a tomarem providências de cuidado pessoal. Esses projetos podem ser constituídos de cartazes, que serão alocados nas dependências desses recintos; entrega de panfletos, aos usuários do sistema, que tratem do tema didaticamente; e incentivo dos profissionais de saúde no momento do atendimento. Tudo isso terá grande proveito para a comunidade que usufrui dos serviços prestados e servirá de conscientização para a sociedade. A informação é um passo importante na escalada dessa cultura.