Saúde mental e a importância da cultura do autocuidado
Enviada em 03/08/2020
A obra “Utopia” do escritor inglês Thomas More, expõe um corpo social ideal, na qual uma república imaginária é retratada como modelo perfeito, onde predomina a ausência de conflitos. Diferentemente da obra de More, a realidade contemporânea é marcada por muitos conflitos, entre eles a ausência de cuidados em relação a saúde mental. Doenças mentais como depressão e ansiedade somadas a hábitos ruins, corroboram para a persistência da problemática. Nesse sentido, é necessário analisar tal quadro, e tomar medidas que solucionem a problemática.
De acordo com a revista Veja, no Brasil, cerca de 86% dos brasileiros sofrem de alguma doença mental, como depressão ou ansiedade. A pressão no ambiente de trabalho, ou impasses familiares são alguns dos fatores que contribuem para que ocorra um número cada vez mais crescente de pessoas afetadas com essa doença. Inversamente proporcional, a procura por ajuda psicológica não está na lista de prioridades dos mais afetados, o que demonstra que muitos indivíduos não procuram auxílio, contribuindo para a persistência do problema.
Além disso, outros hábitos auxiliam na decadência da saúde mental. Hábitos como sedentarismo, excesso de trabalho, hábitos alimentares ruins entre outros, são fatores que prejudicam e retardam a melhora dos cidadãos afetados. Sendo o auto cuidado uma prática considerada como secundária, muitos indivíduos acabam entrando nos índices crescentes de problemas com saúde mental, pois um hábito ruim, leva a outro.
Portanto, é mister que o Estado tome medidas para solucionar o quadro atual. É de suma importância que o ministério da saúde crie uma ouvidoria online e gratuita, para que pessoas com problemas na saúde mental ou com índices desses problemas, possam encontrar ajuda psicológicas, evitando o agravamento da doença. Além disso, torna-se essencial que o TCU ( Tribunal de Contas da União) disponibilize verba para a criação de propagandas e folhetos, que tenham como objetivo incentivar a reeducação nos hábitos físicos e alimentares. Só assim, será possível reduzir os índices de doentes e futuramente a concretização dos planos de more.