Saúde mental e a importância da cultura do autocuidado

Enviada em 04/08/2020

O livro “História da Loucura” relata o surgimento de novas técnicas psiquátricas de inclusão,  oriundas de um revolução medicinal. Nessa obra, Michel Foucault demonstra as dificuldades vivenciadas por portadores de doenças mentais e os prejulgamentos - estabelecidos por uma sociedade hodierna -  quando se há uma  busca por auxílio psíquico. De maneira análoga à história fictícia, a saúde mental e a importância da cultura do autocuidado ainda enfrenta entraves no que concerne à esteriotipação social clássica, como também à negligenciação de consultas psicológicas.

Diante desse cenário, é fulcral analisar os padrões sociais como impulsionadores para a diminuição da cultura do autocuidado, um vez que socialmente, pessoas portadoras de patologias mentais, como a depressão e a ansiedade, são denominadas popurlamente como “loucas”, o que gera, assim, uma redução em buscas médicas, pois ainda há um preconceito coletivo no tocante à auxílios psicológicos. Corroborando essa ideia, na Grécia Antiga, as crianças que apresentavam alguma debilitação física ou mental, era considerada inferior, resultando, por conseguinte, no homicído desses. Logo, é evidente a esteriotipação histórica sobre tratamentos psicológicos, confirmando, dessa maneira , que o preconceito social é prepulsor para um receio de consultas médicas que tratrem apenas a saúde mental.

Outrossim, o desprezo com a saúde mental advém de padrões criados socialmente, posto que para um indivíduo ser considerado adoeçido, é necessário debilitações físicas aparentes, as quais não são corriqueiras em patologias psicológicas, dessa forma, os sintomas acarretados por distúrbios mentais, como a sudorese e a baixa autoestima são confundidos com fatores cotidianos, já que não há conhecimento sobre os estados de uma boa disponibilidade psíquica. Nessa seara, na literatura ultra romântica, a depressão concomitantemente era confundida com um “vazio existêncial”, já que os escritores românticos não apresentavam informações sufiecientes acerca dessa enfermidade. Nesse sentido, é confirmado que o desconhecimento no que se refere ao pleno funcionamento mental, impulsiona o abondono da cultura do autocuidado.

É necessário, portanto, que o Órgão Mundial da Saúde, como responsável pelo bem-estar da população, promova serviços médicos e campanhas de divulgação sobre enfermidades mentais, ministrados por psicólogos e psiquiatras, nos centros públicos de saúde, garantindo, assim que a população disponha  de horários para atendimentos psicológicos, como também, informações sobre a identificação de enfermidades psíquicas, com o fito de estimular a cultura do autocuidado. Dessa forma, a negligênciação com a saúde mental irá descrescer exponencialmente.