Saúde mental e a importância da cultura do autocuidado
Enviada em 17/08/2020
A sociedade brasileira historicamente, não compreende a real importância da saúde mental. Nesse sentido, cabe salientar que o principal entrave para a valorização da cultura do autocuidado é a negligência do Estado. É necessário, portanto, que o Ministério da Saúde (MS) invista na criação de campanhas e também cabe às instituições de ensino fomentar debates sobre essa temática.
Em primeira análise, é importante explicitar as causas mais constantes da decadência da saúde mental no território nacional. A escritora Daniela Arbex denúncia, em sua obra “Holocausto brasileiro”, o descaso governamental para com os pacientes do Hospital Colônia em Barbacena, omissão essa que ocasionou o maior genocídio entre as décadas de 60 a 80. Destarte, o ocorrido no século XX, não só escancarou a histórica negligência para com os tratamentos psiquiátricos, como formou um imaginário popular que, erroneamente, os despreciam.
Outrossim, é válido salientar os possíveis desdobramentos que uma falha na saúde mental pode acarretar. O filósofo sul coreano Byung Chul-Han retrata, em sua obra “Sociedade do cansaço”, como a hodiernidade é marcada pela alta produtividade e pela enorme cobrança de desempenho em todas às áreas da vida. Assim, o pensador revela como os cidadãos frente a essa realidade tendem a desencadear problemas psicológicos e psicossomáticos. Por isso, faz-se necessário que o MS amplie a informação dos brasileiros sobre esse tema, mediante a implementação de campanhas publicitárias.
Dessa forma, com a finalidade de promover o autocuidado e garantir a saúde mental da população, faz-se necessário que as instituições de ensino promovam debates e palestras. Essa medida deve ocorrer, por intermédio de psicólogos especializados, pois somente assim romper-se-á com a histórica desvalorização da saúde psicológica.