Saúde mental e a importância da cultura do autocuidado

Enviada em 04/08/2020

A Modernidade Líquida - expressão cunhada pelo sociólogo Zygmunt Bauman - traduz a vida contemporânea, cujo processo é pautado na superficialidade das relações humanas. Neste contexto, onde as atenções estão voltadas para a aparência exterior, não é dada a devida importância à saúde mental e ao autocuidado, os quais são vistos pela sociedade como capricho e, muitas vezes,  como uma ameaça a sua segurança.

O tabu acerca do cuidado consigo mesmo tem sido combatido ao longo dos últimos anos, mas ainda é predominante em nossa sociedade. Grande parte da população brasileira sofre com doenças psicossomáticas, isto é, com desordens emocionais e psicológicas que agravam outras doenças e que nem sempre são de fácil diagnóstico, pois envolvem mais de uma área do conhecimento. Essa resistência do senso comum aos tratamentos psicológicos, principalmente por predominar uma cultura materialista e superficial em contraponto à abstração metódica e a investigação médica profunda, tornam esse problema endêmico em nossa sociedade.

Além disso, com a efemeridade e imediatismo pós-moderno, o estresse tornou-se uma das maiores doenças do século. Segundo psicólogos, o estresse é caracterizado pela não distinção de problemas reais dos imaginários, e isso provoca uma pertubação na homeostase corporal, desequilibrando o ciclo biológico do indivíduo. Porém, a falta de recurso governamental ao suporte psicológico social desestimula a procura por ajuda daqueles que sofrem com essa enfermidade.

Portanto, é necessário prioridade a esse questão. Para isso, o Governo, em parceria com o terceiro, deve criar centros de auxílio psicológico em todas as cidades através de um projeto de lei que intitule obrigatório o cuidado a saúde mental a fim melhorar a qualidade de vida social. Paralelamente, tem que promover campanhas que combatam o preconceito contra o autocuidado e a saúde mental. Dessa forma, será dado um passo fundamental a uma democracia mais humana.