Saúde mental e a importância da cultura do autocuidado

Enviada em 04/08/2020

A Lei do SUS - Sistema Único de Saúde -, aprovada em 1990, efetiva um projeto de saúde exemplar e de referência a outros países, a qual propõe uma integralidade, atendendo tanto a vitalidade física, quanto mental dos brasileiros. Entretanto, a parte emocional é negligenciada pelo sistema nacional, tornando-se necessário discutir sobre a saúde mental e a importância da cultura do autocuidado. Logo, referências sociais, como a segurança emocional e a libertação de preceitos, devem ser destacadas.

A princípio, é importante ressaltar a estabilidade afetiva como consequência da cultura do autocuidado para a saúde mental. Na obra ‘‘Sociedade do Cansaço’’, o filósofo sul-coreano Byung-Chul Han evidencia a necessidade da geração atual em se esforçar constantemente e não saber lidar com sentimentos de frustação. Sob essa perspectiva, um costume de atenção à sanidade cognitiva mudará a realidade da sociedade contemporânea, de modo a promover a busca por sentimentos bons e disciplina para lidar com os ruins. Assim, a inteligência emocional é necessária para estabelecer uma manutenção constante sentimental.

Outrossim, a preservação do autocuidado mental é relevante também para a emancipação da sociedade de conceitos impostos. Segundo o conceito de Violência Simbólica, do sociólogo Pierre Bourdieu, existem preceitos preconceituosos que estão enraizados na cultura da nação e são exigidos da população. Nesse sentido, manter a conservação emocional é eficaz no livramento dessas normas, as quais oprimem e segregam a população, praticadas de forma social, física e intelectual. Dessa forma, cuidar da vitalidade emocional é sucinto para lidar com o interior cognitivo e fugir de tais amarras preconceituosas.

Portanto, visto os resultados de uma boa saúde mental e a importância da cultura do autocuidado, cabe agora ao Estado e seus órgãos efetivar essas consequências. Por isso, urge ao Ministério da Saúde - órgão responsável pela proteção da vitalidade dos brasileiros -, junto com o Ministério da Educação, a obrigação de inserir o costume do autocuidado emocional na realidade da sociedade, por meio da administração de palestras em instituições escolares e coletivas sobre a urgência e necessidade de manter a sanidade emocional, a fim de abranger os benefícios - segurança mental e libertação de intolerâncias - a todos os cidadãos. Por resultado, o Estado concretizará, de forma ampla, o sistema exemplar proposto em 1990.