Saúde mental e a importância da cultura do autocuidado
Enviada em 04/08/2020
No clássico “Clube da Luta”, Chuck Palahniuk expõe como uma jornada de trabalho exaustiva e a pressão da sociedade podem desencadear problemas relacionados à saúde física e mental. A vida real se assemelha a ficção, já que questões como o saúde mental e autocuidado perdem a importância numa sociedade que visa o lucro financeiro e a produtividade.
Em primeiro lugar, a rotina exaustiva de uma pessoa pode impedir que ela tenha momentos de lazer e autocuidado. De acordo com o jornal “Nexo”, o trabalhador brasileiro tem uma carga horaria de quarenta e quatro horas semanais, além do tempo que passam em transportes públicos lotados e desconfortáveis. Tais fatores corroboram para o aumento da irritabilidade e tensão, o que desencadeia problemas como a ansiedade.
Além disso, a pressão social para que o empregado tenha uma produtividade constante no trabalho, sem que haja momentos de descanso e exercícios, podem aumentar a insatisfação do funcionário. De acordo com o site “Saúde Plena”, cerca de 43% dos trabalhadores se sentem desconfortáveis em seus empregos e se queixam do excesso de trabalho e da pressão por mais resultados, esses problemas causam reações físicas e mentais como o cansaço extremo, sedentarismo e, de acordo com a universidade de Londres, aumentam em 23% as chances de ataques cardíacos.
Portanto, para que haja uma melhora na qualidade de vida desses cidadãos, é importante que ocorra, em alguns momentos do dia, pausas para exercícios como a ginastica laboral, oferecida pelas empresas e guiadas por um profissional da área da saúde, trazendo assim, uma melhora no rendimento dos trabalhadores ao longo dos dias. Além disso, é importante que nas empresas haja um psicólogo pronto para ouvir as queixas e auxiliar os funcionários, oferecendo dinâmicas, como rodas de conversa que visem explicitar a importância da saúde mental e do autocuidado.