Saúde mental e a importância da cultura do autocuidado
Enviada em 04/08/2020
No filme “click”, Maicon é um arquiteto que está sempre priorizando o trabalho e deixa de lado a sua saúde mental e física, o que gera sérios prejuízos a ele, como, conflitos familiares, obesidade, baixa autoestima, entre outros. Em uma sociedade capitalista, onde a maior preocupação é o dinheiro, e sempre prioriza o trabalho exaustivo, o autocuidado e a saúde mental, vira algo fora da realidade, o que faz com que muitos brasileiros sejam iguais ao Maicon (do filme), gerando assim aumentos incontroláveis nos índices de obesidade, depressão, suicídios e autoestima baixa, etc. Com a preocupação sempre no trabalho, as idas ao medico, para exames de rotina, quase nunca acontecem, muito menos as idas ao terapeuta, como diz a psicóloga Sheron Feder “a terapia é o momento da pessoa com ela mesma”, mas a rotina de um trabalho exaustivo não permite. Aliás, o Brasil é o país com o maior número de pessoas ansiosas: 9,3% da população, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS). E não para por aí. Novos dados mostram que 86% dos brasileiros sofrem com algum transtorno mental, como ansiedade e depressão.
Portanto, cabe ao governo federal junto aos ministérios da saúde e da educação, promoverem, por meio de emendas constitucionais, a inclusão, na grade curricular, de atividades de autocuidado, que visam a importância de priorizar a saúde mental. Investir em especialistas, nas escolas, nas empresas publica e privadas, criar leis trabalhistas, onde exija que as empresas façam com que seus funcionários vão a consultas com especialistas periodicamente, que façam terapias, e incentive as atividades físicas no ambiente de trabalho, evitando assim o aumento da obesidade, depressão, etc.