Saúde mental e a importância da cultura do autocuidado

Enviada em 04/08/2020

A Constituição Brasileira atual torna direito do cidadão o acesso à saúde, sendo papel do Estado sua promoção. Com o advento da pandemia de Sars-CoV-2 (Coronavírus), cuja infecção causa o Covid-19, o necessário isolamento social promovido de forma obrigatória pelo governo resultou no confinamento dos brasileiros. Consoante, a pandemia resulta na crise de recessão, da superlotação do sistema de saúde e em diversas divergências das autoridades políticas, gerando desinformação. Contudo, sendo o Brasil, de acordo com dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), o país mais ansioso do mundo, tais ações, seguidas de baixos subsídios, um número absurdo de infectados e de mortos crescente, preocupa ainda mais o brasileiro. Dessa forma, nota-se que, apesar de ser um direito Constitucional, há inefetividade governamental na promoção da cultura do autocuidado.

Primeiramente, é perceptível a incapacidade material para atendimento da população brasileira. Tal situação é visível uma vez que o Sistema Único de Saúde (SUS), criado em 1988 a fim de unir e gerenciar os investimentos em saúde, não tem leitos suficientes para atender os aproximadamente 90 mil brasileiros infectados - de acordo com dados do Congresso em Foco. Entretanto, mesmo com a curva epidemiológica apresentada e a superlotação do sistema de saúde, existe influência governamental para o retorno do comércio, evidenciando o desrespeito à Constituição e ao cidadão.

Paralelamente, é notável o desinteresse Estatal no cumprimento dos deveres previstos na Constituição. Isso, tendo em vista propostas governamentais - como a PEC-55, que congela e cria um teto de gastos em saúde e educação - em um país que, de acordo com dados da OMS, é o 5º com maior número de depressivos, que vem crescendo drasticamente com a pandemia do Coronavírus. Dessa forma, é visível a baixa importância da vida do brasileiro para o Estado e o desinteresse a promoção dos direitos do indivíduo .

Portanto, é evidente a ineficiência do sistema de gestão e a falta de interesse do Estado na execução dos deveres da saúde, demonstrando a deficiência na cultura do autocuidado do cidadão. Destarte, é necessário que o Ministério da Saúde - órgão responsável pela capacitação verbal do SUS, em parceria com o Ministério da Educação e a OMS, promovam a introdução das ferramentas e profissionais adequados - psicólogos e psiquiatras, por meio de políticas de atendimento popular na socialização primária - escolas, isenção fiscal à empresas que fornecerem atendimentos públicos e subsidiando indivíduos críticos, para que haja acesso democrático ao tratamento, não apenas da saúde física - contra o Coronavírus, mas, também, da saúde mental do brasileiro, a fim de que a população, desde cedo, tenha saúde mental conservada, promovendo a importante cultura do autocuidado.