Saúde mental e a importância da cultura do autocuidado

Enviada em 04/08/2020

No livro ’’ Triste Fim de Policarpo Quaresma’’, o escritor Lima Barreto retrata a história de Policarpo, um personagem considerado louco por todos, devido ao seu nacionalismo exacerbado e a problemas mentais. Embora tal narrativa seja ficcional, cuidados com a saúde mental, bem como o autocuidado tem sido negligenciado no Brasil e em grande parte do mundo. Sob essa perspectiva, a falha no poder público e o tabu social são fatores relevantes na problemática.

Em um primeiro plano, é importante enfatizar que a falha no poder público é um dos principais paradigmas a ser superados. Isso porque o governo federal pouco investe recursos na saúde pública brasileira, sobretudo na construção de centros de reabilitação e clínicas de terapias. Tal fato reflete em uma sociedade doente mentalmente e fisicamente, exemplo disso está em dados divulgados pela Organização Mundial da Saúde (OMS), segunda a qual 86% dos brasileiros sofrem com algum transtorno mental. Essa realidade vai de encontro ao artigo 196 da Constituição Federal, na qual a saúde é um direito de todos e dever do estado.

Ademais, percebe-se ainda, embora a saúde mental seja um dos principais temas do século XXl, em algumas partes do planeta esse tema é pouco debatido socialmente, principalmente em países subdesenvolvidos. Além disso, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), 39% dos jovens brasileiros que sofrem com depressão não buscam ajuda por sentirem vergonha. Desse modo, a falta de informação do tabu social devem ser combatidos.

Portanto, são necessárias medidas para minimizar essa problemática. Para isso, o Governo Federal deve insistir em recursos financeiros de modo a garantir uma melhor qualidade de vida ao seus cidadãos, por meio de verbas destinadas para construções de clínicas de reabilitação e terapias. Outrossim, o Ministérionistério da Saúde deve investir em campanha de conscientização sobre a importância da saúde mental.