Saúde mental e a importância da cultura do autocuidado
Enviada em 04/08/2020
O filme “Coringa”, retrata a vida de Arthur Fleck que sofre de um transtorno mental. Durante a narrativa, o protagonista é estigmatizado por sua doença e abandonado pelo Estado. Embora tal história seja ficcional não está distante da realidade brasileira. Pois a negligência do Governo brasileiro e o preconceito são empecilhos para uma cultura do autocuidado no que se refere a saúde mental.
Em primeiro lugar, os investimentos destinados às doenças da mente são insuficientes. Todavia, é primordial destacar que, com a luta da reforma psiquiátrica no Brasil os portadores de transtornos mentais passaram a ter direitos e proteção. No entanto, os investimentos ainda são escassos, assim, comprometendo o tratamento dos pacientes. Isso pode ser comprovado, pois segundo o Cadastro Nacional de Estabelecimentos de Saúde, os leitos oferecidos pelo SUS tiveram uma queda de 32% entre 2010 e 2016. Portanto, percebe-se que a saúde mental não é valorizada.
Em segundo lugar, os indivíduos com transtornos mentais sofrem estigma social. Uma vez que, comumente as doenças mentais, como por exemplo, depressão e transtorno de ansiedade são associados à fraqueza de caráter. Dessa maneira, podem ser resolvidas apenas por força de vontade, porém, são doenças como qualquer outra, logo, exigindo igualmente diagnóstico e tratamento. Segundo a Organização Mundial de Saúde, o Brasil é quinto país mais depressivo do mundo. Dessarte, é nítido que o preconceito dificulta o tratamento de doenças psicológicas.
Diante disso, fica perceptível a necessidade de mudança. Por isso, cabe ao Ministério da saúde aumentar os repasses destinados aos Centros de atenção psiquiátrica. Bem como, deve incentivar o autocuidado, por meio de, ampla divulgação midiática que inclua propagandas e debates entre profissionais de saúde, com intuito de recuperar o bem estar e a qualidade de vida de indivíduos com transtornos mentais. Desse modo, manter o caso de Arthur apenas na ficção.