Saúde mental e a importância da cultura do autocuidado

Enviada em 05/01/2021

“Somos feitos de carne, mas somos obrigados a viver como se fossemos de ferro.” Observa-se na frase de Sigmund Freud, “Pai” da pscicanálise, que o cenário persistente no que tange a saúde mental dos jovens, são decorrentes da ideia de perfeição imposta na sociedade moderna. Em vista disso, percebe-se que a conjuntura é motivada pela negligencia do Estado, bem como, a negligência familiar, associada as constantes cobranças impostas desde a primeira infância.

Primordialmente, é imprescindível analisar que a crescente problemática, deve-se em grande parte à omissão do Estado, uma vez que a Constituição Federal de 1988, promulgada com base nos direitos humanos, prevê como garantia fundamental o direito a saúde e a não discriminação. Contudo, a falta de políticas públicas para informar acerca de doenças pscicológicas e a importância do autocuidado, agride a legislação, uma vez que, o crescente número de jovens que sofrem com ansiedade e depressão, são segregados pela coletividade, principalmente no ambiente escolar, em virtude de bullying e prejulgamentos causados pela  falta de referências. Além disso, os hospitais públicos são carentes e desprerados para acompanhar jovens com transtornos psicológicos, que ao chegarem ao extremo e se sentirem desamparados cometem suicídio.

Ademais, a adolescência é uma fase crucial para o aprendizado, o desenvolvimento e a manutenção de grande parte dos hábitos sociais e emocionais mais importantes para a estabilidade mental.Assim, os ambientes como a família, a escola e a comunidade são vistos como suporte de proteção — ou de risco — no que se refere à adequação do comportamento dos jovens no âmbito social, uma vez que conflitos familiares com exposição ao estresse, pressão social e familiar para integrar-se a um determinado grupo, exercer um comportamento, enquadrar-se em padrões de beleza, e a constante exigência da “falsa perfeição”, faz com que o jovem desde a primeira infância sinta-se insuficiente, inseguro, inapropriado e constantemente ansioso.

Diante dos argumentos supracitados, alternativas são necessárias para amenizar essa problemática, e promover aos jovens auxílio na importância do autocuidado. Para isso, o Ministério da Súde deve promover campanhas, que retratem as consequências dos transtornos emocionais, através das mídias sociais, folhetos, vídeos interativos e oficinas nos ambientes escolares. Assim como, políticas públicas que forneçam no Sistema Único de Saúde (SUS), tratamento especializados que ampare e ofereça suporte pscicológico para jovens, seus pais ou responsáveis, com o intuito de conscientizar, tratar e minimizar os danos emocionais provenientes da saúde mental, dando ao jovens uma nova oportunidade de se sentir capaz, saudável e estável.