Saúde mental e a importância da cultura do autocuidado

Enviada em 05/08/2020

Promulgada em 1948 pela Organização das Nações Unidas (ONU), a Declaração Universal dos Direitos Humanos garante a todos os indivíduos o direito a saúde e ao bem-estar social. Conquanto, devido ao advento das redes sociais, que criaram um ambiente que não retrata a realidade, acaba por não permitir que esses indivíduos desfrutem desse direito na prática. Com isso, é necessário o desenvolvimento de políticas em prol da saúde mental para alcançarmos uma sociedade mais unificada.

Em primeira análise, é evidente que atualmente a questão do bem-estar psicossocial vem sendo bastante discutido. Fazendo parte do grupo dos 20 países mais ricos do mundo (G20) e dos países emergentes que mais se desenvolveram nos últimos anos (BRICS), seria racional pensar que o Brasil possui políticas de saúde eficiente. No entanto, a realidade é justamente o contrário e a diferença nesse contraste é claramente refletida no aumento do número de pessoas com quadro de depressão e ansiedade no Brasil em decorrência da rotina de trabalho, segundo dados do DATASUS. Devido a isso, é inadmissível a postura de omissão do Estado no que se refere a resolver essa problemática.

Faz-se mister, ainda, salientar a questão das redes sociais como impulsionador dos casos de depressão e ansiedade. Segundo o sociólogo Polonês, Zygmunt Bauman, a falta de solidez nas relação socias, políticas e econômicas é característica da “modernidade líquida” vivida no século XXI. Diante de tal perspectiva, é explicito que as redes sociais criam um ambiente hostil, pelo fato do indivíduo ter o poder de postar somente coisas de seu interesse, o que acaba criando um ambiente quase que de ficção, e por conseguinte não mostrando a vida realmente como ela é, fazendo boa parte dos usuários acharem que nunca irão atingir tal patamar de “felicidade”.

Fica claro, portanto, que ainda existem questões a serem discutidas em relação à saúde mental e da importância do autocuidado. Com isso, urge ao Ministério da Saúde (MS), criar uma campanha de combate ao vício nas redes sociais, que será realizada por meio de um portal online no qual as pessoas que se identificarem com tal vício poderão se cadastrar, sendo então enviado um psicólogo até a casa desse indivíduo, podendo ter 2 encontros por semana – para pessoas com um quadro mais avançado – ou 1 encontro por semana para o restante dos indivíduos cadastrados. Com a implementação de tais medidas, melhorará a saúde mental e ensinará a essas pessoas formas de realizar o autocuidado, assim, buscando dias melhores.