Saúde mental e a importância da cultura do autocuidado
Enviada em 05/08/2020
Em meio a uma grande epidemia do Covid-19, o assunto sobre autocuidado parece ser irrelevante. Porém é de fundamental importância, já que ao ser valorizado, previne diversos problemas físicos e mentais, como o sedentarismo e a depressão; que devido as circunstâncias se manifestam com maior frequência, graças ao isolamento social. Logo, trata-se de um tema que precisa ser solucionado para assegurar a saúde da população.
Primeiramente, é preciso ressaltar que a falta de cuidados próprios, afeta incisivamente o bem estar do cidadão; que ao se tratar do sedentarismo, pode desencadear doenças arteriais e uma maior incidência de infarto, conforme foi relatado na pesquisa epidemiológica de Katzmarzyk em 2004. Em vista disso, conclui-se que ter uma rotina de autocuidados, como a prática de exercícios diariamente, são indispensáveis na vida do cidadão e são costumes que precisam ser incentivados.
Ademais, com o enclausuramento e ausência de contato entre pessoas; o número de casos de depressão quase dobrou na quarentena, segundo o estudo da Universidade do Estado do Rio de Janeiro. Certamente, esse aumento está relacionado com o fato de que o homem é um ser social que precisa de outros humanos, como já dizia Aristóteles. Entretanto, com a impossibilidade da convivência, o autocuidado se tornou ainda mais necessário, pois preserva a autoestima e estabilidade emocional; atividades que deveriam ser introduzidas com acompanhamento psicológico.
Portanto, urge que o governo, por meio de investimentos no desenvolvimento urbano, construa áreas com equipamentos de treinamento físico, que proporcionarão a oportunidade de se exercitar; o que automaticamente incentivará a prática diária e o fim do sedentarismo. Além de direcionar investimentos para a área da saúde e tecnologia, ao disponibilizar serviços de atendimento psicológico online, que assegurarão a sanidade mental, autoconhecimento e felicidade da população.