Saúde mental e a importância da cultura do autocuidado

Enviada em 05/08/2020

Cuidar-se parece algo fácil e simples e que muitas pessoas pensam fazer, mas será que não estão enganando a si mesmas? Às vezes, muitos nem percebem que estão deixando, aos poucos, o autocuidado de lado. Simples atos do dia a dia causam isso, como o estresse, a correria e o pensamento de que o trabalho vem acima de tudo e que um momento de pausa, para olhar para si mesmo, é desperdício de tempo e dinheiro. As pessoas deveriam parar um instante para refletir se isso vale sua saúde mental e física.

Primeiramente, o autocuidado sempre foi e deve ser necessário, especialmente em tempos como esses que estamos passando. Em meio a pandemia, em que o isolamento é essencial, é comum que muitas pessoas deixem de lado hábitos antigos e simples, porém de grande importância para a autoestima, como por exemplo, o simples fato de tirar o pijama e se arrumar, mesmo que para ficar em casa. Atos como esses parecem banais, mas com certeza mudam a desenvoltura do dia.

Em segundo plano, ao falar sobre autocuidado, muitos pensam em ser algo extremante insignificante, pois isso parece ser algo simples e que todos fazem. Entretanto, nem todos têm facilidade quando o assunto é si mesmo. Muitos não têm esse autocuidado por acharem que é algo que os deixarão vulneráveis psicologicamente ou que não merecem esse tipo de cuidado. Às vezes, acreditam que não merecem essa atenção sobre eles por pensarem que existem pessoas com maiores dificuldades nesse quesito e aí deixam ainda mais de se cuidar para ajudar outras pessoas, como mostra o livro “Por lugares Incríveis”, em que um dos protagonistas ajuda o outro e relação aos seus problemas, porém, acaba se esquecendo de ajudar a si mesmo.

É importante lembrar que nenhuma dor é menor que a outra. Todos têm problemas e cada um deles têm sua significância. Não é saudável achar que o certo é diminuir seu impasse pessoal por terem outras pessoas passando por dificuldades também, pois assim, seu questionamento será cada vez mais reprimido e poderá voltar e ser mais insistente que antes.

Em suma, é necessário que o governo, juntamente com o Ministério da Saúde, aborde esse tema com maior e ampla frequência, elaborando um projeto com influenciadores digitais que ajudarão na prospecção desse tema e poderão, também, fazer parcerias com terapeutas para que o mesmos possam ajudar tanto em consultas, como em meios digitais. Isso deve ser feito para que o autocuidado passe a ser um hábito e não mais um sacrifício.