Saúde mental e a importância da cultura do autocuidado
Enviada em 07/09/2020
Ao longo dos anos o estado psicológico de cada indivíduo mostrou-se tão importante quanto sua saúde física, virando uma das maiores preocupações do século XXI, principalmente devido ao aumento de adoecimentos mentais. Entretanto, o debate sobre este assunto ainda é visto como tabu em diversos ambientes resultando na minimização de sua prioridade, e sua negligência acarreta na piora da saúde mental do portador. Atualmente a conscientização do autocuidado é bastante perceptível em redes sociais, porém há uma crítica voltada a como o assunto é tratado por alguns usuários, gerando a “positividade forçada”.
É necessário perceber que o cuidado pessoal não é vergonhoso ou egoísta, mas um mecanismo de auxílio para a manutenção da saúde de cada indivíduo a fim de evitar a deterioração do próprio psicológico. Cada cidadão deve se autoconhecer pois somente assim é possível saber seus próprios limites, e reconhecer quando é preciso um descanso para repor suas energias ou seu valor pessoal a fim de evitar relacionamentos tóxicos, seja de origem profissional, romântico ou platônico. Tal conquista só é apresentada com a reflexão feita por si mesmo, pois como disse Sócrates “O verdadeiro conhecimento vem de dentro”.
Na idade média, transtornos mentais eram considerados punições divinas ou um sinal de possessão demoníaca, e essa visão só se modificou durante o período de iluminismo com a criação de instituições para auxiliar seus portadores. Nos tempos modernos pessoas com distúrbios psicológicos ainda passam por diversas dificuldades, seja a aceitação familiar, a procura de um emprego ou a convivência em ambiente escolar, o que gera uma dificuldade na progressão do autocuidado. Portanto é importante incluir e ajudar quem possui alguma doença mental de forma ativa, e não somente através de conselhos sobre como desenvolver a rotina do autocuidado, como muitos usuários virtuais fazem.
Portanto, o autocuidado é um fator de extrema importância na vida de um indivíduo. Por este motivo é necessário o Ministério da Saúde em conjunto com o Ministério da Educação devem criar um projeto de lei a ser entregue a Câmara dos Deputados, nela visado a obrigatoriedade do ensino de educação sentimental nas escolas, por psicólogos ou professores especializados no assunto. Também é necessário a quebra de seu tabu que permanece entre as gerações mais velhas, através de reuniões escolares que convidam idosos e adultos a participar do debate sobre autocuidado e saúde mental, ou através do aumento de programas de televisão sobre o assunto. Assim é possível uma melhora na saúde mental coletiva da sociedade, e uma diminuição no tabu do tema.